quarta-feira, 26 de julho de 2017

Marchador master (M60) com 4 anos de suspensão por dopagem

Doping: Scott McPherson (M60).
Foto: LOC Daegu WMACi-2017
A Agência Antidopagem dos Estados Unidos da América (USADA) divulgou no passado dia 17 que o marchador master daquele país Scott McPherson, de Lubbock, Texas, da categoria etária de 60-64 anos, foi punido com uma suspensão de 4 anos devido a amostra positiva por esteroides anabolizantes quando da sua participação em Fevereiro passado nos Campeonatos Nacionais Masters de pista coberta em Albuquerque (Novo México).

No referido evento McPherson obteve os títulos nacionais nas provas da milha e 3.000 metros marcha, tendo sido o único participante na sua faixa etária. Em Março rumou a Daegu, na Coreia do Sul, para aí representar o seu país nos Campeonatos do Mundo Masters em pista coberta (WMACi), classificando-se na 5.ª posição nas provas de 3.000 metros e 10 km marcha.

Se infelizmente vão-se sucedendo os casos de dopagem na elite mundial da marcha, invulgar e bem estranho é que um atleta master de 60 anos tenha tido um controlo positivo num evento nacional em que foi o único participante no seu escalão e com marcas de reduzido valor técnico (milha, 10.37,67; 3.000 m, 20.06,27)!

A notícia da USADA pode ser lida aqui.

De regresso a Aarhus para os Europeus de Veteranos (EMACS)

Montagem: O Marchador
Depois do sucesso organizativo e desportivo que constituiu a edição dos campeonatos de Aarhus em 2004, batidos que foram 45 recordes mundiais (na marcha, W80, Aina Engberg, SWE, 10 km, 1.14.12) e 64 europeus, eis que o evento está de volta a esta cidade, a segunda maior da Dinamarca, eleita este ano a Capital Europeia da Cultura.

Trata-se da 20.ª edição dos Campeonatos da Europa de Atletismo para Veteranos em Pista, a decorrer de 27 de Julho a 6 de Agosto, com a participação global de cerca de 4.000 atletas de mais de 40 países, e sucede à edição de 2014 (a 19.ª) em Izmir, na Turquia.

O programa de provas inclui a marcha no dia 31 de Julho, com os 5.000 metros masculinos e femininos no Estádio Viby, e no dia 3 de Agosto, com os 20 km masculinos e 10 km femininos em estrada (circuito de 2 km), no Parque Ceres.

Foram efetuadas 529 inscrições para as diferentes provas de marcha, correspondendo a 307 atletas participantes (189 masculinos e 118 femininos) de 27 países. A Alemanha lidera no número de marchadores inscritos, com 53, seguido da França (42) e de Itália (37). Portugal alinhará com 7 e o país organizador com 5.

De entre os marchadores portugueses inscritos, Alexandra Lamas (W45) e Maria Orlete Mendes (W65), apresentam-se como as campeãs em título de Izmir-2014, então nas categorias W40 e W60 respetivamente.

Uma especial referência na organização local para Kai Thomsen, dedicado treinador e histórico elemento da marcha atlética dinamarquesa.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Takacs e Martín vencem Campeonatos de Espanha em Barcelona

Os campeões 2017: Álvaro Martín, que lidera, e Julia Takacs (177).
Fotos: Castellón Diario e fb Juan A. Méndez Espejo
Montagem: O Marchador
Julia Takacs e Álvaro Martín, ambos do Club Atletismo Playas de Castellón, sagraram-se campeões absolutos de Espanha ao vencerem as provas de 10.000 metros marcha dos 97.os campeonatos de pista disputados no Estádio «Joan Serrahima» em Barcelona, que 30 anos depois voltou a receber o evento e que ainda comemorou o 25.º aniversário dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992.

Nos femininos, Takacs, que competiu na primeira jornada dos campeonatos (sábado, 22, de manhã), evidenciou clara superioridade sobre as demais concorrentes registando a marca de 44.36,63 (parciais em cada 5.000 metros de 21.58,20 e 22.38,43) naquele que foi o seu 6.º título nacional nos campeonatos (2009-2011-2013-2014-2015-2017). 1 minuto e 37 segundos depois de Takacs chegaria para ocupar a segunda posição a sua colega de clube Lidia Sanchez-Puebla, com 46.13,79, seguida de perto pela terceira classificada, Amanda Cano (UCAM-Athleo Cieza), com 46.26,21.

Nos masculinos, Martín Uriol, na terceira jornada (domingo, 23, de manhã), com 39.47,17 (19.52,00 e 19.55,17 em cada 5.000 metros) conquistou pela 1.ª vez o título nacional nos campeonatos, superando por pouco mais de 3 segundos Luís Alberto Amezcua (Juventud Guadix, 39.50,88). Miguel Ángel López (UCAM Murcia), o atual campeão do mundo (Pequim-2015), quedar-se-ia pelo terceiro lugar, com 40.15,07.

Classificações
10.000 m femininos (22/7)
1.ª, Julia Takacs, 1989 (Playas de Castellon), 44.36,63
2.ª, Lidia Sanchez-Puebla, 1996 (Playas de Castellon), 46.13,79
3.ª, Amanda Cano, 1994 (UCAM-Athleo Cieza), 46.26,21
4.ª, Maria Larios, 1992 (A.D. Marathon), 46.57,72
5.ª, Mar Juarez, 1993 (Avinent Manresa), 47.16,71
6.ª, Andrea Cabre, 1988 (Playas de Castellon), 50.23,76
7.ª, Marina Sillero, 1998 (Ianuarius Salamanca), 52.28,00
8.ª, Melisa Sanchez, 1996 (UCAM-Athleo Cieza), 52.36,46
9.ª, Mar Chillon, 1996 (Valencia Esports), 52.43,39
10.ª, Angela Carrion, 1998 (A.C. Jumilla), 54.17,25
Desclassificadas: Maria Dolores Marcos, 1979 (MillenniumTorrevieja), Maria Perez, 1996 (Valencia Esports) e Maria del Pinar Polo, 1993 (Super Amara BAT).

10.000 m masculinos (23/7)
1.º, Alvaro Martin, 1994 (Playas de Castellon), 39.47,17
2.º, Luis Alberto Amezcua, 1992 (Juventud Guadix), 39.50,88
3.º, Miguel Angel Lopez, 1988 (UCAM Murcia), 40.15,07
4.º, Ivan Pajuelo, 1993 (A.D. Marathon), 41.53,34
5.º, Luis Manuel Corchete, 1984 (Atletismo Torrevieja), 42.29,37
6.º, Jose Ignacio Diaz, 1979 (FC Barcelona), 42.59,63
7.º, Francisco Arcilla, 1984 (Playas de Castellon), 43.18,19
8.º, Ivan Lopez, 1997 (CA Elche Decatlon), 43.30,08
9.º, Manuel Bermudez, 1997 (UCAM-Athleo Cieza), 43.42,61
10.º, Mario Sillero, 1990 (Real Sociedad), 45.22,77
11.º, Kevin Cerro, 1998 (Cornellà At.), 45.31,68
Desistente: Francisco Jose Duran, 1993 (Real Sociedad).
Desclassificados: Daniel Chamosa, 1997 (CA Fent Cami Mislata), Daniel Jimeno, 2000 (Simply-Scorpio 71) e Marc Tur, 1994 (Peña Santa Eulalia).

segunda-feira, 24 de julho de 2017

III Divisão: triunfos de marchadores de Cucujães e Oliveira do Douro

José Silva (NAC) e Sandra Silva (CFOD).
Fotos: Manuel M.C. Rocha e ADAL (arquivo).
Montagem: O Marchador
Em horário pouco habitual (13h05 e 13h35) disputaram-se as provas de marcha de 5.000 metros masculinos e 3.000 metros femininos integradas nos Campeonatos Nacionais de Clubes da III Divisão em Pista ao Ar Livre (Leiria, 1.ª jornada, 22 de Julho), com o máximo de número de pontos para os seus clubes a serem conseguidos por José Silva, do Núcleo de Atletismo de Cucujães (Aveiro), e Sandra Silva, do Clube de Futebol de Oliveira do Douro (Porto).

Nos masculinos, José Silva registou a marca de 25.12,67, à frente do sub-18 João Pinel (CA Baixa Banheira, 26.43,97) e de José Monteiro (AC Póvoa de Varzim, 27.50,55). Nos femininos, Sandra Silva cortou a meta com 16.18,37, dez segundos antes de Sofia Avoila (JO Monte Abraão, 16.28,85), com Sara Leal (NA de Cucujães, 17.53,33) a ser a terceira classificada.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, José Silva, 1985 (NA de Cucujães), 25.12,67
2.º, João Pinel, 2001 (CA Baixa Banheira), 26.43,97
3.º, José Monteiro, 1996 (AC Póvoa de Varzim), 27.50,55
4.º, Flávio Silva, 1992 (CA Mazarefes), 28.43,00
5.º, Bruno Marques, 1992 (Casa Benfica Faro), 36.20,03
Desclassificados: Pedro Feliciano, 2001 (CN de Rio Maior), Marco Amaral, 1993 (Juventude Ilha Verde), e Paulo Brito, 1971 (JO Monte Abraão).

3.000 m femininos
1.ª, Sandra Silva, 1975 (CF Oliveira Douro), 16.18,37
2.ª, Sofia Avoila, 1976 (JO Monte Abraão), 16.28,85
3.ª, Sara Leal, 1996 (NA de Cucujães), 17.53,33
4.ª, Sílvia Silva, 1970 (A Cluve Vermoil), 19.30,33
5.ª, Fátima Pereira, 1995 (CA Mazarefes), 19.43,59
Desclassificadas: Tânia Alves, 1991 (CA Marinha Grande) e Carina Rodrigues, 1987 (Grupo Desp Diana).

II Divisão: destacam-se os representantes de Vermoil e de Água de Pena

Maria Bernardo e Cristiano António.
Fotos: ADAL (arquivo). Montagem: O Marchador
Cristiano António, do Atlético Clube de Vermoil (Leiria), com 22.45,54 nos 5.000 metros, e a sub-20 Maria Bernardo, da Associação Desportiva e Recreativa de Água de Pena (Madeira), com 16.04,02 nos 3.000 metros, venceram as provas de marcha deste sábado (22) em Leiria a contar para a II Divisão dos Campeonatos Nacionais de Clubes em Pista ao Ar Livre.

Enquanto nos masculinos, Jaime Santos (GRECAS - Vagos, 24.33,86) e Victor Silva (ADR Água de Pena, 26.12,31) ocuparam as posições imediatamente a seguir a Cristiano António mas bem distanciados deste, nos femininos, a frente da prova foi mais equilibrada, com Andreia Sousa (Maia AC, 16.07,58) e Sandra Leitão (ADRE Palhaça, 16.33,37) nos segundo e terceiro lugares.

De notar que 5 equipas (3 masculinas e 2 femininas) não apresentaram representantes nas provas de marcha, ao contrário do pleno verificado na I Divisão.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, Cristiano António, 1988 (AC Vermoil), 22.45,54
2.º, Jaime Santos, 1972 (GRECAS - Vagos), 24.33,86
3.º, Victor Silva, 1990 (ADR Água de Pena), 26.12,31
4.º, Afonso Roll, 1992 (Escola do Movimento), 31.01,67
Desclassificado: Bernardo Borges, 2000 (Maia AC).

3.000 m femininos
1.ª, Maria Bernardo, 1999 (ADR Água de Pena), 16.04,02
2.ª, Andreia Sousa, 1998 (Maia AC), 16.07,58
3.ª, Sandra Leitão, 1975 (ADRE Palhaça), 16.33,37
4.ª, Iara Silva, 1999 (CS Marítimo), 19.53,15
5.ª, Ana Tocha, 1994 (União Clube Eirense), 20.40,43
6.ª, Ana Vieira, 2000 (C Desp C+S Lavra), 21.38,96

domingo, 23 de julho de 2017

I Divisão: Sporting e Benfica repartem vitórias na marcha em Leiria

Mara Ribeiro (SLB) e João Vieira (SCP).
Fotos: fb dos próprios, FPA e ADAL

Montagem: O Marchador
João Vieira, do Sporting CP, nos 5.000 metros, e Mara Ribeiro, do SL Benfica, nos 3.000 m, venceram este sábado em Leiria as provas da sua especialidade do programa dos Campeonatos Nacionais de Clubes da I Divisão em Pista ao Ar Livre.

Nos masculinos, João Vieira, com 19.54,67, obteve uma vitória folgada sobre o benfiquista Miguel Carvalho, este que em Fevereiro na pista coberta havia conseguido 19.57,83 e que quedou-se em Leiria por 20.28,26. Na época passada a disputa foi mais acesa entre os clubes rivais com João Vieira a impor-se ao seu irmão Sérgio por 6 segundos. A terceira posição da prova foi ocupada por Rui Coelho, do CA Seia, com 20.56,30.

Nos femininos, e contrariando o sucedido na época passada, Mara Ribeiro, com 13.38,18, impôs-se por 29 segundos à sportinguista Vitória Oliveira que detém 13.08,05 do Inverno e que agora fez quase 1 minuto mais (14.07,22). Nádia Cancela, da Juventude Vidigalense, seria a terceira classificada, com 14.56,84.

Classificações
5.000 m masculinos
1.º, João Vieira, 1976 (Sporting CP), 19.54,67
2.º, Miguel Carvalho, 1994 (SL Benfica), 20.28,26
3.º, Rui Coelho, 1994 (C Atletismo Seia), 20.56,30
4.º, António Pereira, 1975 (S Clube de Braga), 22.23,82
5.º, Augusto Cardoso, 1970 (ACR Sra Desterro), 22.38,74
6.º, Pedro Miguel Santos, 1992 (Juv Vidigalense), 22.49,20
7.º, Luís Gil, 1975 (G Desp Estreito), 23.42,87
8.º, Xavier Sousa, 1996 (ACD Jardim Serra), 24.41,80

3.000 m femininos
1.ª, Mara Ribeiro, 1995 (SL Benfica), 13.38,18
2.ª, Vitória Oliveira, 1992 (Sporting CP), 14.07,22
3.ª, Nádia Cancela, 1993 (Juv Vidigalense), 14.56,84
4.ª, Maribel Gonçalves, 1978 (G Desp Estreito), 16.08,19
5.ª, Marisa Pereira, 1980 (S Clube Braga), 16.09,73
6.ª, Andreia Freitas, 1983 (ACD Jardim Serra), 16.19,78
7.ª, Ana Santos, 2000 (GRECAS - Vagos), 20.59,65
Desclassificada: Tânia Gonçalves, 1985 (ACR Sra Desterro).

sábado, 22 de julho de 2017

Sergey Shirobokov, campeão esperado nos europeus de Grosseto

Sergey Shirobokov, um campeão sem bandeira, sem hino e
sem equipa para festejar o título de campeão europeu.
Foto: streaming AEA

Confirmando o favoritismo que lhe era reconhecido à partida, o russo Sergey Shirobokov venceu esta manhã, em Grosseto, os 10 mil metros marcha masculinos dos Campeonatos da Europa de Atletismo para Juniores, que decorrem até amanhã naquela cidade italiana. Shirobokov registou 43.21,29 m, terminando com vantagem imprevista sobre o espanhol José Manuel Pérez (44.27,23) e o ucraniano Eduard Zabuzhenko (44.22,16), seus companheiros no pódio.

Como facilmente se deduz das marcas dos primeiros, o início da competição foi bastante lento, com todos os 16 atletas em prova a seguirem agrupados até aos 2500 metros, quase sempre liderados pelo italiano Giacomo Brandi. Os favoritos Shirobokov e Leo Köpp (Alemanha) pareciam marcar-se mutuamente, mantendo-se em posições defensivas no meio do pelotão.

Foi já depois do quarto de prova que o grupo começou a cindir-se, à medida que, na frente, Brandi ia aumentando um pouco o ritmo, seguido pelo ucraniano Viktor Shumik e pelo grego Yeóryos Tzatziamákis, que se mantinham menos discretos que os demais colegas de prova.

Seria com a aproximação do meio da prova que as posições começavam a marcar-se de forma mais clara, sendo a primeira légua vencida com o polaco Lukasz Niedzialek a impor o andamento. Era seguido por Brandi e Shumik, numa fase em que restavam dez atletas no grupo da dianteira.

Próximo do final do sexto quilómetro, Shirokov assumiu a liderança, impondo um ritmo a que só Köpp e Shumik conseguiram responder, enquanto Niedzialek e Brandi se posicionavam pouco atrás. Shirobokov ia aumentando o ritmo, obrigando o alemão e o ucraniano a constantes cedências e recuperações.

O pódio parecia destinado a Shirobokov, Köpp e Shumik, mas aos sete quilómetros e meio, o marchador da Ucrânia seria encaminhado para a área de penalização, para cumprir dois minutos de paragem. Na volta seguinte, quando Shirobokov já se tinha isolado na frente, o alemão teria o mesmo destino, ficando o russo-neutro com a vitória praticamente garantida.

Quem parecia revelar menos escrúpulos no cumprimento das regras da disciplina era o polaco Niedzialek. Isolado na segunda posição após as penalizações dos dois concorrentes que o precediam, Lukasz Niedzialek não teve o discernimento de gerir a técnica para garantir o segundo lugar e acabou, também ele, por ver ser-lhe imposta penalização de 120 segundos pouco antes de entrar na volta final.

Desse facto beneficiavam José Manuel Pérez e Eduard Zabuzhenko, que, sem se terem mostrado muito ao longo da competição, acabaram lançados para o pódio, depois de terem ultrapassado o mais visível dos italianos, Giacomo Brandi, assim relegado para fora das medalhas.

Com esta vitória, Sergey Shirobokov completou com Yana Smerdova o pleno de vitórias de atletas neutros autorizados (ambos russos) nas provas de marcha destes europeus de sub-20. Shirobokov sucede, assim, ao espanhol Diego García, campeão há dois anos em Eskilstuna (Suécia), com 40.05,21 m, numa prova em que a marca do vencedor deste ano não permitiria terminar antes do 16.º lugar.

Mas, claro, cada prova tem a sua história e estes 10 mil metros marcha masculinos não exigiram demasiado esforço para que o favorito mostrasse a sua superioridade e levasse para a Rússia mais uma medalha de ouro.

Uma nota final para assinalar que, na primeira jornada, Yana Smerdova se sagrou campeã na marcha feminina cortando a meta na pista 5, tendo hoje o compatriota feito o mesmo na pista 4. Alguma razão especial para esta atitude dos dois atletas neutros autorizados?

Classificação
10.000 m marcha masculinos
1.º, Sergey Shirobokov (ANA), 43.21,29
2.º, José Manuel Pérez (Espanha), 44.17,23
3.º, Eduard Zabuzhenko (Ucrânia), 44.22,16
4.º, Giacomo Brandi (Itália), 44.38,81
5.º, David Kuster (França), 44.51,82
6.º, Riccardo Orsoni (Itália), 45.10,82
7.º, Abdulaziz Danis (Turquia), 45.26,17
8.º, Yeóryos Tzatziamákis (Grécia), 45.30,16
9.º, Leo Köpp (Alemanha), 46.15,79
10.º, Davide Marchesi (Itália), 47.39,38
11.º, Abdulselam Imük (Turquia), 48.19,64
12.º, Bálint Sárossi (Hungria), 48.25,65
13.º, Stefan Cristian Mangu (Roménia), 49.02,01
14.º, Justin Bournier (França), 49.17,04
Desclassificados: Lukasz Niedzialek (Polónia) e Viktor Shumik (Ucrânia).

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Leiria acolhe este fim-de-semana os Campeonatos de Clubes (Pista)

Maribel Gonçalves será uma das marchadoras olímpicas nos
nacionais de clubes, 13 anos após a presença em Atenas-2004.
Foto: O Marchador
Leiria vai receber este fim-de-semana os Campeonatos Nacionais de Clubes das I, II e III Divisões, em pista ao ar livre, um dos momentos altos da temporada atlética, sendo a primeira vez que se juntam, numa mesma pista, as três divisões nacionais, se bem que as diferentes provas do programa-horário sejam realizadas separadamente. A organização é da responsabilidade da Federação Portuguesa de Atletismo e da Associação Distrital de Atletismo de Leiria.

No que à marcha atlética diz respeito, assistiremos na jornada de sábado (22) à realização das seis provas, no setor masculino e feminino, das três divisões. Os 5.000 metros masculinos – III Divisão, às 13:05 horas, II Divisão, às 16:50 horas, e I Divisão, às 20:35 horas, e os 3.000 metros femininos – III Divisão, às 13:35 horas, II Divisão, às 17:20 horas, e I Divisão, às 21:05 horas.

Das 48 equipas que participam na globalidade destes campeonatos (8 em cada divisão), apenas se conhece a ausência de marchadores do Grupo de Atletismo de Fátima (II Divisão masculina e III Divisão feminina), da Escola do Movimento (III Divisão masculina) e do Gira Sol (III Divisão feminina).

No que toca à I Divisão masculina, é de realçar que estão inscritos os atletas olímpicos João Vieira (SCP), Miguel Carvalho, Sérgio Vieira e Pedro Isidro (SLB), sendo que apenas um destes três competirá pela formação benfiquista, Pedro Martins (CAS), Augusto Cardoso (ACROD) e António Pereira (SCB). Na I Divisão feminina, destacam-se os nomes das marchadoras olímpicas Vera Santos (SCP) e Maribel Gonçalves (GDE).

Na II Divisão masculina, há a destacar a presença do veterano Francisco Reis, que nos anos oitenta representou Portugal na Taça do Mundo de Marcha de Nova Iorque e participa regularmente em competições realizadas em Inglaterra, país para onde emigrou há vários anos, e em provas internacionais de masters. Na II Divisão feminina, de notar a presença da veterana Sofia Avoila, que marcou um período importante para a especialidade, tendo obtido o título de campeã europeia de juniores (era treinada por Francisco Mariano) e integrado o selecionado nacional em vários eventos internacionais.

A equipa de juízes de marcha será composta por José Ganso (chefe), José Dias, Joaquim Graça (juízes internacionais), Eduardo Gonçalves (ex-juiz internacional) e Luís Ervideira, todos integrando o painel nacional de grau A, o mais elevado a nível nacional.

Russo-neutro Shirobokov lidera juniores inscritos em Grosseto

Sergey Shirobokov, rumo à vitória nos mundiais de Cali,
em 2015. Foto: Zimbio
O russo Sergey Shirobokov será este sábado o atleta mais credenciado entre os 16 que vão alinhar à partida dos 10 mil metros marcha dos europeus de sub-20, a decorrerem em Grosseto, na Itália. Shirobokov, que foi campeão mundial de jovens em 2015 (Cali, Colômbia), surge creditado com um recorde pessoal de 40.58,00 m, num registo assinado em 28 de Fevereiro de 2016, em Sóchi (Rússia).

Tal como os demais russos admitidos a estes campeonatos, Sergey Shirobokov estará a competição como atleta neutro admitido, o que significa que não representa qualquer país. À partida é o único inscrito com marca pessoal abaixo de 41 minutos, havendo apenas mais um registo abaixo de 42 minutos, o do alemão Leo Köpp (41.33,10). O terceiro melhor recorde pessoal entre os componentes da lista de partida da prova é o do ucraniano Viktor Shumik, que apresenta 42.00,60 m, marca obtida em Lutsk a 27 do mês passado.

Recorde-se que Köpp e Shumik foram, respetivamente, primeiro e quarto classificados na prova de juniores masculinos (10 km) da Taça da Europa de Marcha realizada em Podebrady a 21 de Maio último. Desta prova estará presente em Grosseto também o terceiro classificado, o polaco Lukasz Niedzialek, que então registou 41.28 m, mas detém em pista um máximo pessoal de 42.40,02 m, obtidos recentemente.

Quanto a Shirobokov, apresenta ainda recordes pessoais de 40.00 m nos 10 km em estrada (Cheboksary, Rússia, 11/6/2017) e de 1.18.26 h nos 20 km (Sóchi, 18/2/2017).

De assinalar que mais de metade (9) dos 16 atletas constantes da lista de partida têm marcas abaixo de 43 minutos, sobrando sete com marcas nas casas dos 44 e dos 45 minutos.

Eis a lista de partida (entre parêntesis, o recorde pessoal e a melhor marca do ano):

Sergey Shirobokov (neutro, 40.58,00 / –)
Leo Köpp (Alemanha, 41.33,10 / –)
José Manuel Pérez (Espanha, 43.56,09 / 43.56,09)
David Kuster (França, 42.21,90/ 42.34,95)
Justin Bournier (França, 42.47,29 / 42.47,29)
Yeóryos Tzatzimákis (Grécia, 42.48,83 / 42.48,83)
Báliny Sárossi (Hungria, 45.14,60 / 45.14,60)
Davide Marchesi (Itália, 43.29,41 / 43.29,41)
Giacomo Brandi (Itália, 42.19,49 / 43.01,13)
Riccardo Orsoni (Itália, 44.15,43 / 44.15,43)
Lucasz Niedzialek (Polónia, 42.40,02 / 42.40,02)
Stefan Cristian Mangu (Roménia, 44.56,16 / –)
Abdulaziz Danis (Turquia, 45.52,37 / –)
Abdulselam Imük (Turquia, 45.09,91 / –)
Eduard Zabuzhenko (Ucrânia, 42.25,60 / 42.25,60)
Viktor Shumik (Ucrânia, 42.00,60 / 42.00,60)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Yana Smerdova, campeã europeia de juniores

Yana Smerdova, rejubilando após a vitória em Grosseto.
Foto: streaming AEA
A russa Yana Smerdova sagrou-se esta manhã campeã europeia júnior de marcha atlética, ao vencer, em Grosseto (Itália), os 10 mil metros marcha das campeonatos da Europa do escalão. Smerdova, que participa nestes campeonatos como atleta neutra autorizada (não representando qualquer país), registou 47.19,69 m, tendo no pódio a companhia da alemã Teresa Zurek (47.33,20) e da turca Meryem Bekmez (48.33,88). Entre as portuguesas, Carolina Costa foi 11.ª (50.29,74) e Inês Reis, 17.ª (52.15,00).

As três primeiras e ainda a turca Ayse Tekdal formaram um quarteto que liderou a competição desde o final do primeiro quilómetro até perto dos seis mil metros, pouco antes dos quais Tekdal seria encaminhada para a área de penalização. Entretanto, tinham passado a meio da prova com 23.52,14 m, anunciando um resultado final na casa dos 47 minutos.

As quatro atletas da frente tiveram quase sempre na alemã e na russa o maior empenho no estabelecimento do ritmo, com as turcas formando uma espécie de segunda fila. Mais para trás, a espanhola María Peña mantinha uma perseguição à vista, preparada para aproveitar qualquer deslize das da frente.

Com a penalização de Tekdal (que viria mesmo a ser desclassificada nas voltas finais), o trio da dianteira reeditava o pelotão que dominou a prova das juniores da Taça da Europa de Podebrady, em Maio.

Na segunda metade da competição, Smerdova e Zurek fizeram por marcar posição na luta pela vitória, conseguindo, a oito voltas do final, destacar-se de Meryem Bekmez, que pareceu conformar-se com a terceira posição. Por um lado, estava sobrecarregada de notas de desclassificação (duas, assinaladas logo nas primeiras voltas), por outro, revelava não estar totalmente recuperada dos mundiais de sub-18 de Nairobi, onde há apenas cinco dias conquistou a medalha de prata.

Pouco depois, Teresa Zurek forçou ainda um pouco mais o ritmo, parecendo deixar a Smerdova em dificuldades. Conseguiria ganhar uma vantagem de chegou a rondar os dez metros, dando ideia de estar a caminhar para a conquista da medalha de ouro.

No entanto, a russa, revelando maior segurança do ponto de vista técnico-regulamentar, iria operar uma reviravolta, reagindo e ultrapassando a alemã já dentro do nono quilómetro, para se assenhorear em definitivo do primeiro lugar.

Até final, Yana Smerdova trataria de gerir a vantagem crescente numa manhã de calor, segurando mais um título europeu no escalão de juniores, desta vez com mais de cinquenta metros de vantagem para Teresa Zurek, que na próxima semana completa 19 anos.

Mais para trás, o impensável esteve quase a acontecer com a surpreendente recuperação da espanhola María Peña e a cedência quase ostensiva de Meryem Bekmez. Peña chegou a alcançar a turca nos últimos metros, mas um esforço final de Bekmez permitiu-lhe segurar o terceiro lugar e a consequente subida ao degrau do pódio que ainda estava por ocupar, assinando um novo recorde turco de sub-23.

De assinalar ainda que as três espanholas e a italiana Valeria Disabato também registaram novos máximos pessoais.

Quanto às portuguesas, mantiveram na primeira metade da prova um desempenho que parecia apontar às duas atletas uma classificação entre as dez primeiras, com perspectiva de marca abaixo dos 50 minutos.

Cedo se tornou evidente que o calor não permitiria resultados ao nível dos recordes pessoais, em ambos os casos na casa dos 48 minutos. Inês Reis seria a primeira a ceder em relação ao grupo em que se integrara de início, fazendo uma segundo metade em queda para lugares mais recuados.

Carolina Costa foi quem pareceu mais capaz de acompanhar as espanholas Irene Montejo e Antia Chamosa, mas também acabaria por atrasar-se, sendo ainda ultrapassada pela italiana Valeria Disabato e pela grega Sofia Alikanioti, para cortar a meta no 11.º lugar.

A prova masculina de marcha deste campeonatos tem lugar sábado, a partir das 9h25 (8h25 em Portugal continental).

Classificação
10.000 m marcha femininos
1.ª, Yana merdova (ANA), 47.19,69
2.ª, Teresa Zurek (Alemanha), 47.33,20
3.ª, Meryem Bekmez (Turquia), 48.33,88
4.ª, María Peña (Espanha), 48.34,21
5.ª, Ines Montejo (Espanha), 49.02,62
6.ª, Julia Richter (Alemanha), 49.06,03
7.ª, Antia Chamosa (Espanha), 49.08,52
8.ª, Eloïse Terrec (França), 49.19,26
9.ª, Valeria Disabato (Itália), 49.26,81
10.ª, Sofia Alikanioti (Grécia), 49.43,68
11.ª, Carolina Costa (Portugal), 50.29,74
12.ª, Annalisa Russo (Itália), 50.39,96
13.ª, Ema hacundová (Eslováquia), 50.47,31
14.ª, Camille Aurrière (França), 50.51,30
15.ª, Anthea Mirabello (Itália), 51.12,89
16.ª, Athanasía Vaítsi (Grécia), 51.33,30
17.ª, Inês Reis (Portugal), 52.15,00
18.ª, Niamh O'Connor (Irlanda), 53.36,84
19.ª, Klaudia Žárska (Eslováquia), 54.30,71
20.ª, Seçil Akpinar (Turquia), 54.44,61
Desclassificadas: Kiriaki Filtisákou (Grécia) e Ayse Tekdal (Turquia).

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Juízes portugueses nomeados para os Europeus de Sub-20

No mês de julho, com a realização de campeonatos europeus e mundiais, em diversos escalões, a arbitragem nacional vai estar representada ao mais alto nível com a presença de Juízes Internacionais de Marcha e de Oficiais Técnicos Internacionais que, como é do conhecimento público, têm estado muito bem representados nos respetivos painéis.

Apesar de se falar, quase sempre e por razões óbvias, dos atletas que representarão Portugal nesses eventos internacionais, a divulgação dos juízes internacionais para as principais competições de âmbito europeu e mundial é, praticamente, nula.

Para Grosseto, cidade italiana que acolherá a 24.ª edição dos campeonatos europeus de Sub-20 (pista ao ar livre), a realizar de 20 a 23 deste mês, a Associação Europeia de Atletismo nomeou dois oficiais internacionais portugueses.

Para as provas de marcha (10.000 metros, a 20 a prova feminina e a 22, a prova masculina), Vasco Guedes, do Conselho de Arbitragem da Associação de Atletismo de Santarém, juiz internacional desde 2014, é um dos seis juízes que intervirão no processo de ajuizamento das referidas provas, sendo que a última competição internacional em que o juiz português, já com experiência internacional, atuou foi no Grande Prémio da Corunha, disputado em junho deste ano. Da sua equipa farão parte o suíço Frédéric Bianchi (chefe), o checo Miloslav Lapka, o espanhol Sergio Solana, o francês Bruno Fougeron e o irlandês Ray Flynn.

Na supervisão das provas de Grosseto, José Paulo Moreira vai chefiar a equipa de Oficiais Técnicos Internacionais, composta por Elena Barrios (Espanha), Aleš Novotný (República Checa), Jean-Marcel Martin (França), Mats Svensson (Suécia) e Didier Foulon (Bélgica). Recorde-se que o prestigiado juiz português já atuou nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e este ano foi o Delegado Técnico na Taça da Europa de Lançamentos.

Finalmente, assinale-se que um dos Delegados Técnicos da competição é o juiz internacional turco Can Korkmazoglu, que há alguns anos integrou o principal painel internacional de juízes de marcha da IAAF, tendo atuado, por algumas ocasiões, em provas realizadas em Portugal.

terça-feira, 18 de julho de 2017

De Demkov a Morejón: os campeões mundiais de sub-18

Três ilustres desconhecidos dos mundiais de jovens: Jared
Tallent, Matej Tóth e Takayuki Tanii, medalhados nos 50 km
dos mundiais de Pequim-2015. O japonês foi o primeiro não
europeu medalhado nos mundiais de jovens. Foto: Zimbio.
Sábado passado, quando a equatoriana Glenda Morejón terminou em Nairobi, no Quénia, a prova feminina de 5000 m marcha dos mundiais de sub-18 chegava também ao fim o ciclo de atribuições de títulos de campeões mundiais de marcha a atletas daquele escalão. Por decisão da Associação Internacional de Federações de Atletismo (AIFA), os também chamados mundiais de jovens deixam de realizar-se, dando lugar a campeonatos continentais.

A vitória de Morejón aconteceu dois dias antes de passarem 18 anos sobre a primeira prova de marcha no historial destes campeonatos, um aniversário que hoje se cumpre. Foi na manhã de 18 de Julho de 1999 que, em Bydgoszcz, na Polónia, teve lugar a competição masculina de 10 mil metros marcha dos I Campeonatos Mundiais de Atletismo para Jovens, no Estádio Zdzislaw Krzyszkowiak. O vencedor foi o russo Evgeniy Demkov, com 42.26,07 m, seguido do compatriota Aleksandr Strokov (42.36,52), na primeira das «dobradinhas» russas na marcha dos mundiais de jovens.

Horas depois, na jornada da tarde, a Rússia esteve à beira de repetir a dose, com Tatyana Kozlova a impor-se a toda a concorrência nos 5000 metros marcha femininos, com 22.31,93 m. Com Ekaterina Dergounova no terceiro lugar, com 22.54,59, a festa russa foi estragada pela «vizinha» bielorrusa Maryna Tsikhanava, que, com 22.37,54 m, se interpôs no segundo lugar do pódio, arrebatando a medalha de prata.

A Rússia voltaria a posicionar os dois representantes por prova nos dois primeiros lugares nas provas masculinas de Marráquexe-2005 (Sergey Morozov, 42.26,92; Vladimir Akhmetov, 42.32,81) e nas femininas de Marráquexe-2005 (Tatyana Kalmykova, 22.14,47; Elmira Alembekova, 22.27,17) e Ostrava-2007 (Tatyana Kalmykova, 20.28,05; Irina Yumanova, 21.21,14). Portanto, os campeonatos de 2005 renderam aos marchadores russas uma «dupla dobradinha», sendo que nenhum outro país conseguiu ocupar os dois lugares mais altos do pódio em qualquer prova de marcha dos mundiais deste escalão.
No conjunto das vinte provas de marcha levadas a cabo nas dez edições dos campeonatos, 13 foram ganhas por atletas russos, que conquistaram outras 13 medalhas (não contando com Elvira Khasanova, que no passado sábado foi terceira nos mundiais de Nairobi, mas na condição de «atleta neutra autorizada» (portanto, sem representar a sua Rússia natal).

Nas sete provas não ganhas por russos, três foram vencidas por marchadores chineses, havendo ainda uma vitória para cada um dos seguintes países: Alemanha, Irlanda, Japão e Equador. Ascende, assim, a seis o número de países que conquistaram medalhas de ouro nas provas de marcha dos mundiais de jovens, a que podem ainda juntar-se Bielorrússia, Colômbia, Turquia, México, Itália, Grécia, Ucrânia, Espanha, Etiópia e Quénia como nações sem campeões mas que obtiveram medalhas de prata ou bronze.

O mesmo é dizer que, ao longo de 18 anos e dez edições, os campeonatos mundiais de atletismo de sub-18 foram um contributo para a demonstração da universalidade da marcha atlética, com atletas medalhados provenientes de cinco continentes: Europa, Ásia, América do Norte, América do Sul e África.

Por curiosidade, assinale-se que o japonês Takayuki Tanii foi o primeiro marchador não europeu a conquistar uma medalha nos mundiais de sub-18, quando, na edição inaugural de Bydgoszcz-1999, foi terceiro classificado nos 10 mil metros marcha masculinos.

Pelos mundiais de jovens passaram de forma mais ou menos discreta alguns atletas que mais tarde vieram a afirmar-se no panorama internacional ao mais alto nível. Exemplos: o mexicano Horacio Nava, o eslovaco Matej Tóth e a espanhola Beatriz Pascual em Bydgoszcz-1999; o australiano Jared Tallent, o japonês Yuki Yamazaki, a lituana Brigita Virbalyté e a portuguesa Ana Cabecinha em Debrecen-2001; o espanhol Miguel Ángel López em Marráquexe-2005; o russo Denis Strelkov e a italiana Antonella Palmisano em Ostrava-2007; o australiano Dane Bird-Smith em Bressanone-2009; ou ainda a checa Anežka Drahotová em Lille-2011.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Klavdiya Afanasyeva chegou neutra e partiu campeã

A campeã Klavdiya Afanasyeva, ao centro, ladeada por María
Pérez (esq.) e Živile Vaiciukeviciute. Foto: streaming AEA
Favorita à partida e vencedora à chegada, a russa Klavdiya Afanasyeva venceu este domingo, em Bydgoszcz, o europeu de sub-23 de 20 km marcha femininos, durante os campeonatos continentais de atletismo do escalão que tiveram lugar naquela cidade polaca. A marchadora, que alinhou nestes campeonatos na qualidade de atleta neutra autorizada (portanto, sem representação do seu país de origem, a Rússia, que se encontra impedido de participar nas grandes competições internacionais de atletismo), terminou a prova com 1.31.15 h, superiorizando-se na fase decisiva à espanhola María Pérez (1.31.29). O pódio foi completado pela lituana Živile Vaiciukeviciute, que com 1.32.21 h garantiu a medalha de bronze.

Edna Barros foi a melhor portuguesa, ao alcançar a 10.ª posição (1.37.55), enquanto Mara Ribeiro (1.40.47) foi 14.ª e Mariana Mota (1.45.59) terminou no 18.º lugar.

À partida, havia alguma expectativa quanto à capacidade de desempenho da vice-campeã europeia de sub-23 de há dois anos (Tallinn-2015), a checa Anežka Drahotová, cotada com um dos melhores recordes pessoais de toda a Europa nos 20 km marcha (seniores incluídas), mas de quem nos últimos tempos não têm chegado notícias de feitos comparáveis aos registados entre 2013 e 2015. E quem apreciasse a fase inicial desta prova em Bydgoszcz até poderia iludir-se com a presença da checa na liderança no primeiro quilómetro. Mas logo se percebeu que da parte de Anežka Drahotová não haveria nenhum daqueles arranques bombásticos que algumas vezes protagonizou, nem sempre com o melhor sucesso.

Assim, o primeiro quilómetro revelou a formação de um grupo de liderança com dez a doze unidades e onde se notava a ausência da atleta creditada com a melhor marca do ano entre as presentes, Klavdiya Afanasyeva, posicionada atrás de um segundo grupo. Em compensação, no pelotão da frente estavam todas as três espanholas (María Pérez, Laura García-Caro e Lidia Sánchéz-Puebla) e as três italianas (Eleonora Dominici, Nicole Colombi e Diana Cacciotti), a bielorrussa Viktoryia Rashchupkina, a lituana Živile Vaiciukeviciute, a alemã Emilia Lehmeyer, a húngara Rita Récsei e a já referida Drahotová.

Só no segundo quilómetro Afanasyeva decidiu abandonar o grupo onde se encontravam as portuguesas Edna Barros e Mara Ribeiro, para se juntar ao grupo da frente, o que viria a suceder.

Até ao final da primeira légua seriam Sánchez-Puebla, Rashchupkina, Lehmeyer e ocasionalmente María Pérez a assumir as despesas da marcação do ritmo, enquanto as italianas e Afanasyeva se defendiam no fim do grupo.

A passagem das primeiras aos cinco quilómetros em 23.08 m, lideradas por Pérez, não prenunciava uma marca final de grande quilate. O calor que se acentuou ao final da manhã não ajudava as atletas em prova, pelo que não se estranhará que os resultados absolutos tenham sido de nível abaixo do esperado, ao contrário do sucedido duas horas antes com os marchadores masculinos, que competiram em horário mais fresco.

Na transição da primeira légua para a segunda, María Pérez tratou de forçar o andamento na frente, baixando nada menos que dez segundos na média por quilómetro, com o reflexo imediato do atraso das transalpinas. O grupo da frente alongava-se numa espécie de fila indiana, para logo começar a fracturar-se.

Pérez ficava sozinha na liderança da prova, seguida de Rashchupkina numa posição intermédia e aumentando a olhos vistos a vantagem sobre as demais ex-companheiras de pelotão.

A caminho de meio da prova, Klavdiya Afanasyeva começou a tomar as rédeas do grupo perseguidor, impondo um ritmo que resultou na fragmentação do quarteto (com a lituana e as duas restantes espanholas) e a aproximação a Viktoryia Rashchupkina. A bielorrussa entraria em fase de cedência, vendo-se ultrapassada por Laura García-Caro e Afanasyeva.

Aos 10 quilómetros, María Pérez mantinha o primeiro lugar, com 45.37 m (22.29 na segunda légua), detendo uma vantagem de 30 metros para García-Caro e Afanasyeva.

A terceira légua traria a desclassificação de García-Caro pouco depois dos 12 quilómetros, deixando Klavdiya Afanasyeva e Lidia Sánchez-Puebla a menos de dez metros de María Pérez e numa altura em que a lituana Živile Vaiciukeviciute também já tinha passado a bielorrussa Rashchupkina.

María Pérez vendeu caro aqueles dez metros, que levaram mais de um quilómetro a serem «vencidos» pelas perseguidoras e mesmo assim só seria alcançada pela russa perto dos 14 quilómetros, acabando Sánchez-Puebla também desclassificada pouco depois dos 15 quilómetros. Começavam assim a definir-se as posições finais, com a questão do pódio resolvida no início do 17.º quilómetro, momento em que Klavdiya Afanasyeva atacou e se isolou definitivamente na frente.

O desgaste da espanhola durante várias voltas na frente acabou por incapacitá-la para responder à colega russa, que se protegera na fase inicial e agora, no momento decisivo, se apresentava mais forte do que María Pérez, que teve mesmo de parar para vomitar, recompondo-se de imediato. Os quase cem metros assim perdidos tornavam quase impossível a recuperação do primeiro lugar por Pérez, apesar de, ainda assim, ter logrado aproximar-se um pouco até final.

Entre as portuguesas, o destaque vai Edna Barros, que, com personalidade e determinação, assumiu logo de início a melhor posição entre as três marchadoras da seleção nacional. Durante mais de metade da prova manteve um andamento entre 4.45 e 4.55 m por quilómetro, mas as voltas finais ao circuito de mil metros foram feitas acima dos cinco minutos cada.

Ainda assim, a marchadora algarvia conseguiu não ficar longe do recorde pessoal (mais 32 segundos) e estar na luta com a húngara Rita Récsei, que nas primeiras voltas tinha estado entre as da frente.

Um pouco abaixo do esperado ficou Mara Ribeiro, que, na 14.ª posição, acabou por não baixar da hora e quarenta, terminando com 1.40.47 h, a mais de cinco minutos da melhor marca pessoal da época (e recorde pessoal). Em todo o caso, ficou muito próxima do lugar (13.º) que se lhe perspectivava em função das marcas com que as inscritas estavam creditadas em 2017.

Mais discreta, Mariana Mota andou sempre pelo último quinto da classificação. Acabou quatro lugares acima do que prefaciavam as marcas de inscrição, apesar de ter ficado a mais de três minutos da melhor marca da época.

Classificação
20 km marcha femininos
1.ª, Klavdiya Afanasyeva (ANA), 1.31.15
2.ª, María Pérez (Espanha), 1.31.29
3.ª, Živile Vaiciukeviciute (Lituânia), 1.32.21
4.ª, Viktoryia Rashchupkina (Bielorrússia), 1.33.16
5.ª, Eleonora Dominici (Itália), 1.33.32
6.ª, Emilia Lehmeyer (Alemanha), 1.34.24
7.ª, Anežka Drahotová (Rep. Checa), 1.34.51
8.ª, Diana Cacciotti (Itália), 1.35.49
9.ª, Rita Récsei (Hungria), 1.37.20
10.ª, Edna Barros (Portugal), 1.37.55
11.ª, Olga Niedzialek (Polónia), 1.39.03
12.ª, Mariya Filyuk (Ucrânia), 1.39.35
13.ª, Monika Vaiciukeviciute (Lituânia), 1.40.07
14.ª, Mara Ribeiro (Portugal), 1.40.47
15.ª, Saskia Feige (Alemanha), 1.41.12
16.ª, Tamara Havrylyuk (Ucrânia), 1.42.56
17.ª, Mihaela Acatrinei (Roménia), 1.43.13
18.ª, Mariana Mota (Portugal), 1.45.59
19.ª, Monika Hornáková (Eslováquia), 1.48.12
20.ª, Danica Gogov (Eslovénia), 1.49.02
21.ª, Ivana Reinic (Croácia), 1.49.46
22.ª, Lucia Cubanová (Eslováquia), 1.52.26
23.ª, Jale Basak (Turquia), 1.54.20
Desclassificadas: Nicole Colombi (Itália), Laura García-Caro (Espanha), Mihaela Puscasu (Roménia) e Lidia Sánchéz-Puebla (Espanha).

domingo, 16 de julho de 2017

Diego García confirma favoritismo no europeu de Bydgoszcz

Diego García e Karl Junghannß festejam os dois primeiros
lugares nos europeus de Bydgoszcz. Foto: streaming AEA
O marchador espanhol Diego García sagrou-se este domingo, em Bydgoszcz, campeão europeu de 20 km marcha masculinos para sub-23, durante a última jornada dos campeonatos continentais do escalão que decorrem naquela cidade polaca. García cumpriu a distância em 1.22.29 h, adiante do alemão Karl Junghannß (1.22.52) e do francês Gabriel Bordier (1.23.03), seus companheiros no pódio. Com provas muito equilibradas, os portugueses Miguel Rodrigues (11.º, 1.26.05) e Hélder Santos (14.º, 1.27.00), registaram novos recordes pessoais.

Diego García esteve sempre no controlo da competição, mesmo quando ainda na primeira légua, o francês Jean Blancheteau andou destacado no comando da prova. Nunca teve mais que vinte metros de avanço sobre o grupo de oito atletas que o seguia, mas ainda assim cumpriu dois quilómetros destacado, até ser alcançado pelo octeto, rebocado por García.

Pouco depois da passagem à primeira légua, o protagonismo de García passou a ser partilhado pelo turco Salih Korkmaz, impondo ambos um ritmo que viria rapidamente a fraccionar o grupo da frente, reduzido a cinco atletas: o turco, o espanhol e os três alemães Karl Junghannß, Jonathan Hilbert e Nathaniel Seiler.

Com acelerações e desacelerações, a dianteira da competição voltou a adensar-se com a recuperação de um segundo grupo, que recolou e aumentou a composição do pelotão de liderança para 11 elementos. Era esse o cenário à passagem do meio da prova, cumprido pelos primeiros em 41.53 m.

A entrada na segunda metade da prova marcou o ponto de viragem nos destinos deste campeonato, com Diego García a assumir as despesas da imposição do ritmo, que logo começou a aumentar de forma gradual. Aos 12 quilómetros, já só o turco Korkmaz conseguia manter-se a par do espanhol, encontrando-se o alemão Junghannß a pouco mais de 10 metros.

García e Kokmaz caminharam juntos (mas sempre com o espanhol a «puxar») até perto dos 15 quilómetros, momento em que o pupilo de José Antonio Quintana já surgia isolado na frente, com uma liderança que atingia neste ponto uma folga de 20 metros mas que não mais se perderia até final.

Na luta pelo lugar mais baixo do pódio permanecia um sexteto com os três alemães, o espanhol Manuel Bermúdez, o italiano Andrea Agrusti e aquele que dos dois franceses em prova tinha revelado uma primeira metade mais discreta: Gabriel Bordier.

No entanto, se a liderança de Diego García parecia ganhar solidez crescente, o que se passava atrás dele era mais complicado de antever, com o turco a ceder de forma evidente nas voltas finais ao circuito de mil metros.

Bordier lançou um ataque a caminho dos 17 quilómetros, a que apenas Bermúdez conseguiu responder, mas a alguns metros de distância do francês. O segundo lugar de Korkmaz ficava em perigo. Mais para trás, o alemão Nathaniel Seiler acabava por ser desclassificado e o compatriota Jonathan Hilbert parecia reagir melhor do que Karl Junghannß, com o italiano Agrusti pelo meio dos dois alemães.

Pouco antes de entrar nos dois quilómetros finais, Gabriel Bordier ultrapassava Salih Korkmaz, detendo nessa fase mais de 30 metros de avanço para Manuel Bermúdez. Mas, mais para trás, Karl Junghannß iniciava uma extraordinária recuperação, que o traria do sétimo lugar na passagem aos 18 quilómetros até ao segundo posto na meta.

Até final não haveria mais alterações significativas na classificação geral, onde ficavam registados dez novos recordes pessoais, entre os quais o novo recorde nacional da Turquia de sub-23 para Salih Korkmaz (1.23.11), no quarto lugar.

Quanto ao portugueses, a nota de maior destaque vai para o facto de terem cumprido de forma muito digna esta chamada à selecção nacional, através de um desempenho sensato de quem sabia quais as reais capacidades de que dispunha. Miguel Rodrigues começou por andar perto do 20.º lugar na fase inicial, indo sempre subindo na classificação até à 11.ª posição no final.

Nas três primeiras léguas rondou sempre entre 4.15 e 4.19 m por quilómetro, cedendo um pouco nos derradeiros cinco quilómetros, cumpridos ligeiramente acima de 4.20 m por volta.

Hélder Santos foi um pouco menos regular, com ritmos entre 4.15 e 4.25 m até ao penúltimo quilómetro, acelerando nos mil metros finais para um parcial de 4.13 m. Com esta qualidade de desempenho, o benfiquista e o leiriista bem mereceram os recordes pessoais averbados, prova maior de que mais não poderiam ter feito.

Classificação
20 km marcha masculinos
1.º, Diego García (Espanha), 1.22.29
2.º, Karl Junghannß (Alemanha), 1.22.52
3.º, Gabriel Bordier (França), 1.23.03
4.º, Salih Korkmaz (Turquia), 1.23.11
5.º, Manuel Bermúdez (Espanha), 1.23.12
6.º, Jonathan Hilbert (Alemanha), 1.23.26
7.º, Andrea Agrusti (Itália), 1.23.28
8.º, Jean Blancheteau (França), 1.25.10
9.º, Zaharías Tsamoudákis (Grécia), 1.25.11
10.º, Stefano Chiesa (Itália), 1.25.21
11.º, Miguel Rodrigues (Portugal), 1.26.05
12.º, Bence Venyercsán (Hungria), 1.26.20
13.º, Gianluca Picchiottino (Itália), 1.26.43
14.º, Hélder Santos (Portugal), 1.27.00
15.º, Anatoli Homeleu (Bielorrússia), 1.27.08
16.º, Ruslans Smolonskis (Letónia), 1.27.25
17.º, Fredrik Vaeng Røtnes (Noruega), 1.27.44
18.º, Dominik Cerný (Eslováquia), 1.28.00
19.º, Iván López (Espanha), 1.28.02
20.º, Dmytro Sobchuk (Ucrânia), 1.28.07
21.º, Miroslav Úradník (Eslováquia), 1.29.44
22.º, Michal Morvay (Eslováquia), 1.30.05
23.º, Andrei Gafita (Roménia), 1.32.41
24.º, Soma Kovács (Hungria), 1.33.50
Desclassificados: Tomasz Bagdány (Hungria), Dzmitry Lukyanchuk (Bielorrússia) e Nathaniel Seiler (Alemanha).
Desistente: Fabian Bernabé (França).

sábado, 15 de julho de 2017

Glenda Morejón é a última campeã mundial sub-18

Glenda Morejón, a última campeã mundial de marcha
no escalão sub-18. Foto: Streaming IAAF/Youtube
A atleta equatoriana Glenda Morejón sagrou-se esta manhã campeã mundial de 5000 m marcha de sub-18, naquela que é a última edição dos mundiais de atletismo do escalão, a decorrer em Nairobi, no Quénia. A marchadora do Equador concluiu a prova em 22.32,30 m, batendo num emocionante despique a turca Meryem Bekmez (22.32,79) e a russa inscrita como atleta neutra autorizada Elvira Khasanova (22.35,72).

Tal como na prova masculina de marcha, terminada minutos antes, a competição feminina de marcha começou com uma atleta da «casa» a tentar dar nas vistas. Lenah Nanjala foi, assim, a primeira concorrente a ganhar evidência, lançando um ataque cerca dos 300 metros de prova, o que lhe permitiu isolar-se, para vir a ser alcançada no final do primeiro quilómetro.

Após mil metros de competição, cumpridos em 4.35,76 m pela queniana, o grupo da frente mantinha ainda 17 das 26 atletas que alinharam à partida. Era a fase em que Morejón e Bekmez começavam a querer mostrar ao que vinham, ao mesmo tempo que a chinesa Xiaole Zhang e as russas-neutras Khasanova e Ekaterina Gorshenina se aproximavam da frente da prova.

De forma pouco prudente, Nanjala voltaria a forçar o passo à passagem pelos 2000 metros, numa fase em que já se tinham tornado evidentes as deficiências técnico-regulamentares da queniana e as dificuldades para acompanhar as mais rápidas. Não foi preciso esperar mais que uma volta à pista para que Lenah Nanjala tivesse sido de novo alcançada e ultrapassada pelo grupo de dez atletas que iria continuar na luta pelos primeiros lugares.

Estavam decorridos três quilómetros quando Morejón e Bekmez produziram nova aceleração, a que responderam apenas Zhang e Khasanova, sendo evidente que a russa revelava maior segurança técnica do que qualquer das três companheiras de despique.

A luta pelas medalhas ficou confinada às finais destinatárias com o atraso da marchadora da China, que cedeu à entrada para o último quilómetro. A duas voltas do final, Khasanova tentou a sua sorte, acelerando e obrigando Morejón a mostrar que estava com dificuldades. Bekmez respondia à russa e acabaria por desferir o seu ataque já na volta final.

Desta vez respondia a equatoriana, com Khasanova a atrasar-se a conformar-se com a terceira posição. A turca voltou a atacar a meio da última curva, desta vez com resposta à altura de Glenda Morejón, que num ombro-a-ombro acabaria por superiorizar-se a Bekmez. A atleta do Equador ganharia pouco mais de um metro de vantagem já dentro dos dez metros finais, por sinal um avanço adquirido após a passagem pelo juiz-chefe, colocado a 10-12 metros da meta.

Nota final de curiosidade para o facto de apenas duas das 25 atletas classificadas terem averbado novos recordes pessoais: a colombiana Laura Cristina Chalarcá (7.ª, 23.54,01) e a própria queniana Lenah Nanjala (14.ª, 25.23,97), mesmo tendo ainda cumprido paragem na área de penalização.

A prova pode ser revista no canal do Youtube dedicado aos campeonatos, aqui.

Classificação
10.000 m marcha femininos
1.ª, Glenda Morejón (Equador), 22.32,30
2.ª, Meryem Bekmez (Turquia), 22.32,79
3.ª, Elvira Khasanova (ANA), 22.35,72
4.ª, Xiaole Zhang (China), 23.05,61
5.ª, Ekaterina Gorshenina (ANA), 23.05,77
6.ª, Mary Luz Andía (Peru), 23.39,64
7.ª, Laura Cristina Chalarcá (Colômbia), 23.54,01
8.ª, Rachelle De Orbeta (Porto Rico), 23.55,37
9.ª, Xueying Bai (China), 23.56,00
1.ª, Paula Torres (Equador), 24.15,31
11.ª, Hanna Zubkova (Bielorrússia), 24.29,52
12.ª, Mariona García (Espanha), 24.42,55
13.ª, Yenny Valeria González (Colômbia), 24.44,98
14.ª, Lenah Nanjala (Quénia), 25.23,97
15.ª, Noelia Vargas (Costa Rica), 25.27,15
16.ª, Josephine Grandi (Alemanha), 25.28,30
17.ª, Mare Betwe (Etiópia), 25.31,68
18.ª, Karima Gouider (Tunísia), 25.34,41
19.ª, Emily Villafuerte (Peru), 25.37,71
20.ª, Manon Lefresne (França), 25.43,33
21.ª, Brenda Rocío Palma (Argentina), 25.51,64
22.ª, Austeja Kavaliauskaite (Lituânia), 26.10,66
23.ª, Sintayehu Masire (Etiópia), 26.47,42
24.ª, Andra Elena Botez (Roménia), 26.54,06
25.ª, Rihem Bouzid (Tunísia), 27.18,78
Desistente: Kader Dost (Turquia).