terça-feira, 23 de maio de 2017

Campeonatos de Atletismo da Ásia para Sub-18

Os campeões sub-18 asiáticos, Sanjay Kumar e Wei Ciao Wu.
Fotos. Comité organizador local. Montagem: O Marchador
Tiveram lugar este fim-de-semana, em Banguecoque, na Tailândia, os 2.os Campeonatos da Ásia de Jovens (Sub-18), disputados no Estádio Nacional da capital sob elevadas temperaturas.

Os 5.000 metros marcha femininos foram ganhos por Wei Ciao Wu, da China Taipé (conhecida também por Taiwan ou Formosa), que impôs a sua superioridade, triunfando com a marca de 25.41,36. Terminaram nas duas posições seguintes do pódio as atletas chinesas, Xiaomin Zhou, com 26.04,42, e Wenjing Gao, com 26.53,61. 7 atletas concluíram a prova. O recorde asiático na categoria permanece na posse da chinesa Zhenxia Ma, com 23.45,19, tempo estabelecido na primeira edição do evento (2015), em Doha, no Catar.

Nos 10.000 metros marcha masculinos, com a participação de 14 atletas (o dobro da prova feminina), a medalha de ouro foi conseguida por Sanjay Kumar, da Índia, com 45.30,39, obtendo a de prata o atleta japonês, Masaru Suzuki, com 45.47,41, e a de bronze, o atleta chinês, Yao Zhang, com 46.12,58.

Na contabilização de medalhas a China liderou com um total de 30 (16 de ouro, 9 de prata e 4 de bronze), seguida da China Taipé com 15 (6, 7, 2) e da India, com 14 (5,5,4).

Classificações
5.000 m femininos
1.ª, Wei Ciao Wu, 2001 (China Taié), 25.41,36
2.ª, Xiaomin Zhou, 2001 (China), 26.04,42
3.ª, Wenjing Gao, 2001 (China), 26.53,61
4.ª, Nurul Alyahaziqah Kamarazaman, 2000 (Malásia), 27.02,65
5.ª, Uiji Jeong, 2000 (Coreia do Sul), 27.21,64
6.ª, Kotchaphon Tangsrivong, 2000 (Tailândia), 28.59,92
7.ª, Phitsamai Charoensamathi, 2001 (Tailândia), 31.18,37

10,000 m masculinos
1.º, Sanjay Kumar, 2001 (Índia), 45.30,39
2.º, Masaru Suzuki, 2000 (Japão), 45.47,41
3.º, Yao Zhang, 2000 (China), 46.12,58
4.º, Ryo Hamanishi, 2000 (Japão), 48.00,69
5.º, Hao Gong, 2000 (China), 49.50,21
6.º, Wei Jui Chang, 2000 (China Taipé), 50.27,22
7.º, Wichian Muepoku, 2000 (Tailândia), 52.37,30
8.º, Jun Wei Sia, 2000 (Singapura), 54.18,87
9.º, Zuo Sheng Yeo (Singapura), 55.25,55
10.º, Ahmed Wirya Jabbar, 2000 (Iraque), 1.02.06,28
Desistentes: Suraj Panwar, 2001 (Índia) e Surachat Thaesi, 2000 (Tailândia).
Desclassificados: Dongmin Im, 2000 (Coreia do Sul), e Armin Shahmaleki, 2000 (Irão).

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Smerdova e Espanha impõem-se nas juniores em Podebrady

Yana Smerdova corta a meta, vencendo os 10 km juniores
femininos da Taça da Europa de Marcha de Podebrady
A atleta neutra de nacionalidade russa Yana Smerdova venceu esta tarde a prova de 10 km juniores femininos da Taça da Europa de Marcha Atlética, em Podebrady (Rep. Checa), impondo-se na parte final da competição e terminando com um novo recorde pessoal de 46.39 m. Numa prova com emoção até final, o pódio foi completado pela turca Meryem Bekmez (46.48) e pela alemã Teresa Zurek (46.51), ambas também com novos máximos pessoais, o que de resto sucedeu com quase todas as atletas classificadas. Com um desempenho de grande nível, as portuguesas Inês Reis e Carolina Costa chegaram nas oitava e décima posições, assegurando o quarto lugar para a formação portuguesa, atrás da Espanha, da Grécia e da Alemanha.

A prova teve ainda numa fase inicial a formação de um quarteto na frente, com Zurek, Bekmez, Smerdova e a finlandesa Enni Nurmi, mas a escandinava acabaria por ceder perto dos quatro quilómetros, entrando em queda livre na classificação. A meio da prova, o pódio estava definido, passando o trio da frente com 23.38 m. Nessa fase, as duas portuguesas estavam a par do trio de espanholas num bloco colectivo seguido de outro bloco, o grego, todas na perseguição às da liderança, a 35 segundos de distância.

No sexto quilómetro, portuguesas, espanholas e gregas estavam já juntas, alcançando e passando Nurmi e assumindo a luta pela vitória colectiva. No entanto, as espanholas, lideradas por Marina Peña, e as gregas, rebocadas por Sofia Alikonioti, revelaram-se mais capazes que Inês Reis e Carolina Costa, que acabaram por ceder e perder o comboio das colegas de pugna.

Só na fase final a prova veio a ter novos desenvolvimentos, com Yana Smerdova, sempre a mais discreta do grupo da frente, a desferir um ataque poderoso à entrada para a última volta e a ganhar a vantagem necessária para assegurar o primeiro lugar. Claramente surpreendidas pela determinação da russa, Zurek e Bekmez ficaram incapazes de responder, vindo a turca a impor-se no «sprint» final para garantir o segundo posto.

Fora do pódio, Peña impôs-se a Alikanioti na luta pelo quarto lugar, o mesmo fazendo Irene Montejo com Dimitra Bohóri, reservando para a Espanha a medalha de ouro colectiva. A Grécia ficou em segundo lugar, enquanto a Alemanha, beneficiando do terceiro posto de Zurek, conseguia o terceiro lugar, adiante de Portugal.

Classificação
10 km juniores femininos
1.ª, Yana Smerdova (neutra), 46.39
2.ª, Meryem Bekmez (Turquia), 46.48
3.ª, Teresa Zurek (Alemanha), 46.51
4.ª, Marina Peña (Espanha), 48.02
5.ª, Sofia Alikanioti (Grécia), 48.16
6.ª, Irene Montejo (Espanha), 48.35
7.ª, Dimitra Bohóri(Grécia), 48.45
8.ª, Inês Reis (Portugal), 48.48
9.ª, Antia Chamosa (Espanha), 48.52
10.ª, Carolina Costa (Portugal), 49.15

Por equipas
1.ª, Espanha, 10 pontos
2.ª, Gréci, 12
3.ª, Alemanha, 14
4.ª, Portugal, 18

Resultados completos aqui.

Palmisano insuperável nos 20 km femininos da Taça da Europa

Antonella Palmisano no pódio, com Ana Cabecinha (esq.)
e Laura García-Caro
A italiana Antonella Palmisano protagonizou o domínio mais avassalador entre todas as cinco provas que compuseram o programa oficial da 12.ª Taça da Europa de Marcha, realizada este domingo em Podebrady, na República Checa. A transalpina liderou os 20 km femininos de princípio a fim, concluindo com 1.27.57 h, seguida da portuguesa Ana Cabecinha (1.29.44) e da espanhola Laura García-Caro (1.29.57).

Palmisano assumiu o comando da prova logo após o tiro de partida, acumulando de seguida uma vantagem que deixava clara a intenção ganhadora, assente num ritmo que mais ninguém conseguiu acompanhar. Mais atrás, eram as portuguesas Ana Cabecinha e Inês Henriques, a espanhola Laura García-Caro e as ucranianas Inna Kashyna e Nadiya Borovska quem movia a perseguição, com maior empenho de portuguesas e ucranianas. Um empenho que veio a revelar-se excessivo no caso de Inês Henriques, que, com duas notas de desclassificação, não teve a contenção necessária para salvaguardar a presença em prova e acabou desclassificada, impedindo a formação portuguesa de um muito provável lugar de pódio na classificação colectiva.

Quem beneficiou foi a selecção da Lituânia, que com Brigita Virbalyte-Dimsiene no oitavo lugar, Zivilé Vaiciukevičiūtė no 11.º, Monika Vaiciukevičiūtė no 17.º e Kristina Saltanovic no 30.º, assegurou o bronze por equipas, atrás da Espanha e da Itália.

Para Portugal, para além do já habitual excelente desempenho de Ana Cabecinha, assinale-se o novo recorde pessoal averbado por Mara Ribeiro, que, com 1.35.45 h, concluiu a competição no 18.º lugar, a apenas uma posição do primeiro terço da classificação.

Classificação
20 km femininos
1.ª, Antonella Palmisano (Itália), 1.27.57
2.ª, Ana Cabecinha (Portugal), 1.29.44
3.ª, Laura García-Caro (Espanha), 1.29.57
4.ª, Inna Kashyna (Ucrânia), 1.30.11
5.ª, Nadiya Borovska (Ucrânia), 1.30.25
6.ª, María Pérez (Espanha), 1.30.52
7.ª, Valentina Trapletti (Itália), 1.30.58
8.ª, Brigita Virbalyte-Dimsiene (Lituânia), 1.31.32
9.ª, Lidia Sánchez-Puebla (Espanha), 1.32.09
10.ª, Émilie Menuet (França), 1.32.32
(...)
18.ª, Mara Ribeiro (Portugal), 1.35.45

Por equipas
1.ª, Espanha, 18 pontos
2.ª, Itália, 34
3.ª, Lituânia, 36

Resultados completos aqui.

domingo, 21 de maio de 2017

Christopher Linke vence 20 km de Podebrady

Christopher Linke, cortando a meta em Podebrady
O alemão Christopher Linke venceu esta tarde os 20 km masculinos da Taça da Europa de Marcha de Podebrady, creditando-se com 1.19.29 h, após um verdadeiro exercício de superioridade sobre toda a concorrência. Linke teve no pódio a companhia do espanhol Miguel Ángel López (1.20.21) e do sueco Perseus Karlström (1.20.40), numa prova em que João Vieira foi 14.º (1.22.42) e Miguel Carvalho terminou na 22.ª posição, com um novo recorde pessoal de 1.23.31 h.

A vitória de Christopher Linke começou a desenhar-se aos sete quilómetros de prova, quando o germânico decidiu deixar para trás o grupo de oito atletas que se mantinham na sua companhia desde o início (após descolagens de outros componentes). A meio da prova, Linke passava com 40.04 m, rolando bem abaixo dos quatro minutos por quilómetro. Daí para a frente, limitou-se a acumular vantagem, que só teve de gerir na parte final.

A luta pelos lugares de honra ficava intensa por volta do final da terceira légua, com alternâncias entre López, Karlström e o francês Kevin Campion. O gaulês chegou a parecer poder ganhar vantagem, mas as notas de desclassificação começaram a pesar e Campion teve de conter-se, mas não conseguiu evitar ser desclassificado pouco antes dos 18 quilómetros.

Pouco antes, o espanhol tinha conseguido isolar-se na segunda posição, enquanto o sueco se contentava com a medalha de bronze. Mais para trás, os portugueses mantinham ritmos regulares, com vantagem para o experiente João Vieira, mais uma vez abaixo de uma hora e 23 minutos. Quanto a Miguel Carvalho, retirava nada menos que dois minutos e nove segundos a um máximo pessoal que vinha cifrado em 1.25.40 h.

Por equipas, a Espanha impôs-se com 30 pontos, adiante da Alemanha (35) e da Irlanda (45), sendo estas as únicas formações e terminarem com os necessários três componentes que permitiam incorporar a tabela por equipas.

Classificação
20 km masculinos
1.º, Christopher Linke (Alemanha), 1.19.28
2.º, Miguel Ángel López (Espanha), 1.20.21
3.º, Perseus Karlström (Suécia), 1.20.40
4.º, Tom Bosworth (Grã-Bretanha), 1.21.21
5.º, Marius Ziukas (Lituânia), 1.21.38
6.º, Alex Wright (Irlanda), 1.21.48
7.º, Diego García (Espanha), 1.21.56
8.º, Giorgio Rubino (Itália), 1.22.05
9.º, Artur Brzozowski (Polónia), 1.22.14
10.º, Callum Wilkinson (Grã-Bretanha), 1.22.17
(...)
14.º, João Vieira (Portugal), 1.22.42
(...)
22.º, Miguel Carvalho (Portugal), 1.23.31

Por equipas
1.ª, Espanha, 30
2.ª, Alemanha, 35
3.ª, Irlanda, 45

Resultados completos aqui.

Ivan Banzeruk e Ucrânia vencem 50 km de Podebrady

Ivan Banzeruk, a caminho da vitória nos 50 km
da Taça da Europa de  Podebrady
A formação da Ucrânia foi a última a rir na prova de 50 km da 12.ª Taça da Europa de Marcha Atlética, a decorrer em Podebrady (Rep.Checa), tendo ganho esta manhã tanto na classificação individual como na colectiva. Ivan Banzeruk foi o melhor do dia, cumprindo a distância em 3.48.15 h, contra 3.48.38 h do compatriota Ihor Hlavan e 3.49.07 h do italiano Michele Antonelli. Aos dois primeiros juntou-se o sexto classificado, Maryan Zakolnytskyy (3.53.50) para dar à Ucrânia a vitória colectiva. Mercê de um desempenho com impressionante regularidade, Pedro Isidro, o único português em prova, terminou a competição num excelente oitavo lugar, com 3.56.38 h.

A abrir a jornada, marcada por tempo fresco (13º C à hora da partida da primeira competição), os 50 km tiveram no finlandês Aleksi Ojala o primeiro dominador, isolando-se na frente logo no final do primeiro quilómetro. Aos cinco quilómetros passava com 23.20 m, detendo 18 segundos de vantagem sobre o alemão Karl Junghanns, dois segundos adiante do primeiro grupo (com 3 italianos, 2 ucranianos e 2 alemães). Pedro Isidro era o 14.º, integrado num segundo grupo, a 28 segundos do líder.

No entanto, Ojala seria desclassificado pouco antes da passagem aos 10 quilómetros, cumpridos em primeiro lugar pelo ucraniano Hlavan, na companhia do italiano Federico Tontodonati. Isidro passava então no 16.º lugar, a 49 segundos, ao lado do espanhol Francisco Arcilla, junto de quem se manteria quase sempre até final.

Ainda antes de cumpridas três léguas, Teodorico Caporaso jogou a sua cartada para tentar o sucesso individual. Passava aos 15 quilómetros em 1.10.05 h, menos sete segundos que o grupo perseguidor. Pouco depois, os dois primeiros grupos, que entretanto tinham sofrido baixas, juntavam-se na perseguição a Caporaso. Ficavam assim recompostas as três formações da Alemanha, da Ucrânia e da Itália (com um elemento isolado na frente), na companhia de Brendan Boyce (Irlanda) e Damien Molmy (França).

Aos 20 quilómetros, Caporaso passava em 1.32.52, numa fase em que ganhava cinco a dez segundos por volta (ou seja, por quilómetro). O avança continuou a aumentar até meio da competição, cumprido pelo italiano em 1.55.29, menos um minutos e 34 segundos que o grupo perseguidor.

Começam então as escaramuças no pelotão, com o alemão Junghanns, o irlandês Boyce, o italiano Tontodonati e o ucraniano Banzeruk a adiantarem-se na busca de Caporaso, que ia resistindo como podia.

A caminho dos 40 quilómetros era evidente a diminuição de ritmo do italiano e a aproximação dos adversários, com notoriedade para Banzeruk, que tinha descolado dos colegas de perseguição. Iria ulrapassar o italiano por volta dos 38 quilómetros, para não mais largar o primeiro lugar, ao mesmo tempo que os colegas de equipa garantiam posições decisivas na luta pela vitória colectiva. Ihor Hlavan passava Boyce, aproximando-se de Caporaso e acabando por chegar ao segundo posto, enquanto Maryan Zakolnytskyy fechava a equipa na sexta posição.

Quanto a Pedro Isidro, conseguiu fazer quase todas as voltas de mil metros entre 4.37 m e 4.53 m, com as únicas excepções para o 38.º quilómetro (5.19) e para os dois últimos, em endiabrados 4.27 e 4.18. Por curiosidade, assinale-se que apenas dois atletas conseguiram voltas de igual ou maior ritmo que esta última do marchador português: o espanhol Francisco Arcilla, com quem Isidro disputava oitava lugar, conseguiu os mesmos 4.18 m entre os 49 e os 50 km; e o vencedor, Banzeruk, que na volta de assumir a liderança (38 km) registou 4.15 m.

Colectivamente, as melhores posições foram obtidas pelas formações que à partida alinhavam com o máximo de atletas permitido pelo regulamento (quatro, pontuando os três melhores de cada país). A Ucrânia obteve 9 pontos, contra 19 da Itália e 34 da Espanha. A Alemanha, que com apenas três atletas à partida fez durante grande parte da competição figura de destaque no grupo da dianteira com todos os seus atletas aí posicionados, acabou dizimada por dificuldades físicas de dois dos componentes (os «heróicos» Karl Junghanns e Carl Dohmann, caídos respectivamente para 18.º e 21.º, mas resistindo à tentação da desistência) e relegada para a quarta e última posição entre as formações que conseguiram classificar-se.

Classificação
50 km
1.º, Ivan Banzeruk (Ucrânia), 3.48.15
2.º, Ihor Hlavan (Ucrânia), 3.48.38
3.º, Michele Antonelli (Itália),3.49.07
4.º, Brendan Boyce (Irlanda), 3.49.49
5.º, Teodorico Caporaso (Itália), 3.52.14
6.º, Maryan Zakolnytskyy (Ucrânia), 3.53.50
7.º, Nathaniel Seiler (Alemanha), 3.55.13
8.º, Pedro Isidro (Portugal), 3.56.38
9.º, Francisco Arcilla (Espanha), 3.56.39
10.º, Iván Pajuelo (Espanha), 3.56.47

Por equipas
1.ª, Ucrânia, 9 pontos
2.ª, Itália, 19
3.ª, Espanha, 34
4.ª, Alemanha, 46

Resultados completos aqui.

Leo Köpp vence juniores na Taça da Europa de Podebrady

Pódio individual dos 10 km juniores masculinos
O alemão Leo Köpp venceu esta manhã a prova de 10 km para juniores masculinos da Taça da Europa de Marcha Atlética, a decorrer em Podebrady, na República Checa. O germânico creditou-se com 41.08 m, um novo recorde pessoal, o mesmo acontecendo com os colegas de pódio, o bielorrusso Nikita Kaliada (2.º, 41.19) e o polaco Lukasz Niedzialek (3.º, 41.28).

Estes três atletas estiveram sempre no grupo da frente, inicialmente liderado pelo ucraniano Viktor Shumik, que assumiu as despesas da liderança nos primeiros quatro quilómetros, cumpridos adiante de um quinteto de que fazia parte ainda o francês David Kuster. À quinta volta, o gaulês atrasou-se, deixando na liderança um quarteto que cumpriu a meia prova em 20.43 m.

Seria preciso esperar mais dois quilómetros para que novas evoluções ocorressem na frente. Foi então a oportunidade de Kaliada, que, impondo uma aceleração pouco depois dos sete quilómetros, determinou o atraso irremediável do ucraniano. Ficava assim composto o pódio, com uma distribuição de medalhas que se tornaria clara quando Köpp, a duas voltas do fim, desferiu o ataque decisivo, que o isolou no primeiro lugar e determinou o atraso do polaco Niedzialek no terceiro posto, com Nikita Kaliada a confirmar-se na segunda posição.

O português Rodrigo Marques teve um desempenho abaixo do esperado, rolando desde cedo na segunda metade do pelotão. Terminaria na 36.ª posição, com 50.11 m, com evidente quebra na segunda metade, cumprida sempre acima dos cinco minutos por quilómetro.

Por equipas, vitória da Bielorrússia, com 9 pontos (contributo também de Stanislau Kuzmich, 7.º, 42.18), seguida da equilibrada França (11), com 5.ª e 6.ª posições, e da Ucrânia (14).

Classificação
10 km juniores masculinos
1.º, Leo Köp (Alemanha), 41.08
2.º, Nikita Kaliada (Bielorrússia), 41.19
3.º, Lukasz Niedzialek (Polónia), 41.28
4.º, Viktor Shumik (Ucrânia), 41.38
5.º, David Kuster (França), 42.02
6.º, Justin Bournier (França), 42.14
7.º, Stanislau Kuzmich (Bielorrússia), 42.18
8.º, Abdulselam Imük (Turquia), 42.25
9.º, Giacomo Brandi (Itália), 42.46
10.º, Eduard Zabruzhenko (Ucrânia), 42.47
(...)
36., Rodrigo Marques (Portugal), 50.11

Por equipas
1.ª, Bielorrússia, 9 pontos
2.ª, França, 11
3.ª, Ucrânia, 14

Resultados completos aqui.

sábado, 20 de maio de 2017

Taça da Europa de Podebrady em directo na Internet

A 12.ª Taça da Europa de Marcha Atlética, que este domingo, 21 de maio, se realiza em Podebrady, na República Checa, terá transmissão directa na Internet por «live stream» a partir do sítio oficial da estação pública de televisão checa. As provas poderão ser acompanhadas aqui a partir das 7h30 de domingo (hora de Portugal continental, 8h30 em Podebrady), quando for dada a partida para a prova de 50 km.

As restantes provas seguem o seguinte programa (horas de Portugal continental): 9h00, 10 km juniores masculinos; ; 12h00, 20 km femininos; 15h00, 20 km masculinos; 17h00, 10 km juniores femininos. A sequência de provas estará em transmissão contínua.

Recorde-se que estão inscritos 226 atletas de 26 países, incluindo dois atletas neutrais. Portugal estará representado por nove atletas: nos 50 km, Pedro Isidro; nos 20 km femininos, Ana Cabecinha, Inês Henriques e Mara Ribeiro; nos 20 km masculinos, João Vieira e Miguel Carvalho; nos 10 km juniores femininos, Carolina Costa e Inês Reis; nos 10 km juniores masculinos, Rodrigo Marques.

Podebrady é uma cidade histórica da República Checa, conhecida pela valência de estância termal e pela prova de marcha atlética que há mais de oitenta ano ai tem lugar, primeiro como final da ligação Praga-Podebrady e mais recentemente pelo grande prémio internacional que acolhe no circuito urbano que agora serve de palco à Taça da Europa de Marcha Atlética.

Ligação para a transmissão no «site» da Televisão Checa: http://www.ceskatelevize.cz/porady/10183677624-sportovni-beh-a-chuze/217254000170001-ep-druzstev-v-chuzi/

Portugal nas Taças da Europa de Marcha (Múrcia – 2015)

O bronze dos 20 km femininos em Múrcia-2015.
Foto: Philipp Pohle – Racewalk Pictures
Montagem: O Marchador
A cidade espanhola de Múrcia, região com tradições na marcha atlética (aí realizou-se uma final do Challenge da IAAF), acolheu a décima-primeira edição da Taça da Europa, substituindo Ivano-Frankivsk (Ucrânia), que tinha ganho a candidatura, forçada a declinar, a poucos meses da sua realização, devido à situação de grande instabilidade política no país.

A seleção feminina dos 20 km marcha conquistou a medalha de bronze, com uma equipa muito consistente da qual pontificaram Ana Cabecinha (9.º lugar), Vera Santos (13.º lugar), Inês Henriques (16.º lugar) e Susana Feitor (19.º lugar). Portugal era medalhado pela terceira vez, tendo agora o terceiro lugar depois do primeiro em Miskolc-2005 e do segundo em Dudince-2013.

A seleção feminina dos 10 km juniores viria ainda a alcançar o 6.º lugar através de Edna Barros (14.º lugar) e Catarina Marques (15.º lugar).

O português José Dias integrou a equipa de juízes internacionais de marcha, repetindo as presenças nas Taças de 1996, 2000 e 2011. Joaquim Graça, que atuou na edição de 2013, voltará a atuar na edição deste ano.

E assim, chegamos à véspera da décima segunda edição da Taça da Europa de Marcha (Podebrady) com Portugal a apresentar a mais pequena delegação de sempre no historial do evento, com João Vieira (11 presenças-totalista), Inês Henriques (10), Ana Cabecinha (6), Pedro Isidro (4), Miguel Carvalho (2), Mara Ribeiro (2) e os estreantes juniores, Carolina Costa, Inês Reis e Rodrigo Marques.

Dos desempenhos da seleção portuguesa ao longo das 11 edições da Taça da Europa, a mais importante neste género de competição, e considerando posições até ao 8.º lugar, destacam-se as atuações das equipas dos 20 km femininos, com um primeiro lugar, um segundo, um terceiro, dois quartos, um quinto, um sexto e um sétimo, e as dos 50 km masculinos, com um terceiro lugar, dois quartos, um quinto, dois sextos e três sétimos.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Portugal nas Taças da Europa de Marcha (Dudince – 2013)

A medalha de prata da equipa de 20 km femininos em Dudince-2013.
Foto: facebook de Ana Cabecinha
Montagem: O Marchador
A cidade eslovaca de Dudince voltou a acolher uma edição da Taça da Europa de Marcha, a décima, com a delegação portuguesa a saborear a conquista do pódio feminino (2.º lugar) na prova dos 20 km (Ana Cabecinha, Inês Henriques, Vera Santos e Susana Feitor), onde estivera pela última vez em 2005. Nesse ano, em Miskolc (Hungria), Portugal vencera. Nas três edições seguintes registou dois quartos lugares (Leamington-2007 e Olhão-2011) e uma não classificação em Metz-2009, quando apenas Ana Cabecinha concluiu.

De salientar, ainda, três outras posições de “finalista” obtidas pela seleção portuguesa. Uma, na prova dos 50 km, com Pedro Isidro, a conseguir o único recorde pessoal dos atletas portugueses e que permitiu ao marchador do Benfica subir dois lugares na lista nacional de sempre da distância. As 3.57.09 h registadas representaram uma melhoria de 51 segundos sobre o anterior recorde pessoal, obtido na Taça do Mundo de Saransk do ano passado. A equipa fechou com Pedro Martins no 24.º lugar e Luís Gil em 25.º, sendo o atleta da Guarda um dos totalistas portugueses em Taças da Europa. Dionísio Ventura terminou na 28.ª posição.

As outras duas boas classificações da seleção portuguesa foram obtidas nos escalões de juniores. 6.º lugar coletivo no setor feminino, com Filipa Ferreira e Mara Ribeiro, e o  7.º posto coletivo, graças ao desempenho de Miguel Carvalho e Rui Coelho.

João Vieira, o outro dos totalistas portugueses, voltou a honrar as cores nacionais com uma classificação de muito bom nível (7.º) nos 20 km, repetindo o lugar de Leamington-2007.

Dois portugueses tiveram funções oficiais no evento: Joaquim Graça, na qualidade de Juiz Internacional de Marcha, atuou nas competições, e Luís Dias esteve nos trabalhos da Comissão de Marcha da Associação Europeia de Atletismo e integrou o Júri de Apelo da competição.

Oficiais para a Taça da Europa de Podebrady

Foto: Federação Peruano de Atletismo
Montagem: O Marchador
A XII edição da Taça da Europa de Marcha, que terá lugar este domingo em Podebrady (a cerca de 50 km de Praga) contará com uma equipa de 7 juízes internacionais de marcha, cuja missão será a de fiscalizar, em termos regulamentares, os atletas que participarão nos cinco eventos da Taça (três de seniores e dois do escalão de Sub-20), confinados a um circuito de um quilómetro, medido por Hugo Hugo Brandt (Alemanha), membro do painel internacional de medidores.

O português Joaquim Graça integra a equipa de juízes internacionais de marcha (também esteve na edição de Dudince, em 2013), da qual fazem também parte o irlandês Pierce O’Callaghan, que será o juiz-chefe do evento. Da equipa de juízes internacionais de marcha, o francês Jean-Pierre Dahm, o britânico Noel Carmody, o holandês Hans Van der Knaap, o alemão Jens Grunberg e a eslovaca Zuzana Costin.

Outro dos portugueses com funções oficiais na competição será Luís Dias, nomeado como Delegado Técnico pela Associação Europeia de Atletismo, cargo que exercerá pela segunda vez numa Taça da Europa. O Delegado do Controlo do Doping é o britânico David Herbert.

A nível do Comité Organizador Local referências para František Fojt, o Diretor Executivo, e Marta Feiková, que assume a coordenação geral.

Erich Teigamagi, da Estónia, membro do Conselho da Associação Europeia, será o seu representante em Podebrady.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Portugal nas Taças da Europa de Marcha (Olhão – 2011)

Parte do cartaz do evento realizado em Olhão no ano de 2011.
Pela primeira vez no nosso país teve lugar um evento da dimensão de uma Taça da Europa de Marcha. A cidade de Olhão, com o empenho e o (grande) esforço financeiro da Câmara Municipal de Olhão, proporcionaram as melhores condições possíveis às delegações que visitaram Portugal e a região algarvia, em maio de 2011. Foram rasgados os elogios recebidos.

Reconhecida por muitos agentes como um evento muito bem organizado, a IX Taça da Europa de Marcha Atlética foi uma demonstração da capacidade organizativa portuguesa (com Jorge Salcedo, uma vez mais, ao lema, a presidir ao Comité Organizador), muito marcada desde logo pela já grande experiência de realização de eventos internacionais no nosso país.

Portugal, que apenas não apresentou equipa na prova feminina de juniores, seguia para Olhão com quatro homens nos 50 km (António Pereira, Augusto Cardoso, Jorge Costa e Pedro Martins), três nos 20 km masculinos (João Vieira, Pedro Isidro e Sérgio Vieira), dois nos 10 km juniores masculinos (Bruno Pedro e Samuel Pereira) e uma nos 10 km juniores femininos (a estreante Sandra Monteiro), mas era com natural expetativa que a delegação portuguesa depositava esperanças na obtenção de uma medalha, se não a de ouro (a Rússia tinha, como era tradição, uma forte equipa), pelo menos a entrada no pódio das nossas mulheres dos 20 km (Ana Cabecinha, Inês Henriques, Susana Feitor e Vera Santos), o que não se viria a confirmar.

A 18.ª internacionalização de Jorge Costa teve um sabor duplamente especial para o atleta do Clube Oriental de Pechão: por um lado era a primeira verificada na sua terra, em Olhão; por outro, marcava a sua despedida da seleção nacional, ao fim de 12 anos de internacionalizações.

Foram 18 momentos de grande importância desportiva para o «carteiro» olhanense, que registou uma presença nos Jogos Olímpicos (Atenas-2004), três em campeonatos do mundo de atletismo, cinco em taças do mundo de marcha, duas em campeonatos europeus de atletismo e sete em taças da Europa de marcha. Momentos culminantes de uma carreira desportiva de enorme generosidade e dedicação à marcha, seguindo os mais elevados valores do espírito desportivo.

Dos Oficiais nomeados pela Associação Europeia de Atletismo, o espanhol Luis Saladie foi o Delegado Técnico, e o português José Dias foi o Juiz chefe de uma equipa constituída ainda por Hans van der Knaap (Holanda), Herve Desmoulins (França), Jens Grünberg (Alemanha), Jordi Estruch (Espanha), Noel Carmody (Grã-Bretanha), Sylvia Hanusova (Eslováquia). A equipa de apoio ao Juiz chefe foi formada pelos portugueses Joaquim Graça (Assistente), José Ganso, Ana Toureiro e Andreia Lopes (secretariado). Luís Dias integrou os trabalhos da Comissão de Marcha da Associação Europeia de Atletismo que se reuniu por ocasião do evento.

Jorge Costa, o nosso campeão nacional dos 50 km marcha:

“A Taça da Europa de Marcha, em Olhão, fica marcada, essencialmente, por três momentos:

1. A realização pela primeira vez em Portugal, e espero não seja a última, e logo em Olhão, a terra onde vivo. Só por si, um grande acontecimento;

2. Guardo a na minha memória pois representou a minha despedida da Seleção de Portugal, enquanto atleta, e esse é um momento que nunca esquecerei;

3. Uma nota triste que foi o facto de ter falecido a mãe da Ana (Cabecinha) o que tocou no sentimento de todos os elementos da Seleção e, em especial, dos que a privavam mais de perto com ela. “

226 atletas de 26 países na Taça da Europa de Marcha

Fotos: O Marchador
Podebrady vai acolher no próximo domingo a décima-segunda edição da Taça da Europa de Marcha, que contará com a presença de 226 atletas provenientes de 26 países, incluindo dois russos, que competirão com bandeira neutra.

A competição terá lugar num circuito de um quilómetro, montado no parque central e pulmão verde da cidade que tem uma grande tradição na realização de eventos de marcha (85 anos de atividade) com o seu grande prémio anual da especialidade. Em 1997 teve lugar, no mesmo local, a Taça do Mundo de Marcha e, este ano, os organizadores (com um forte apoio da Câmara Municipal) não deixaram de realizar o seu Grande Prémio (a 8 de abril), constituindo um teste organizativo para o que se segue daqui a 5 dias.

A Taça da Europa que teve a sua edição inaugural na cidade espanhola da Corunha, em 1996, realizando-se desde 2001, em anos ímpares (o Campeonato do Mundo de Seleções é disputado em anos pares), viu a Eslováquia acolher o evento por três ocasiões (1998, 2000 e 2001), a Espanha recebeu-a por duas vezes, a última (2015), em Múrcia, a Alemanha foi a anfitriã da edição de Eisenhuttenstadt (2000), a Rússia fez disputar a prova em Cheboksary (2003), a Hungria escolheu Miskolc para palco da edição de 2005, a Grã-Bretanha apresentou-a em Leamington (2007), a França designou Metz (2009) e a Portugal coube a sua realização em Olhão (2011), região que tem dois marchadores olímpicos: Ana Cabecinha e Jorge Costa.

A competição será realizada num só dia e inclui os 50 km masculinos (08:00 horas), os 10 km Sub-20 masculinos (10:00 horas), os 20 km femininos (13:00 horas), os 20 km masculinos (16:00 horas), e os 10 km Sub-20 femininos (18:00 horas).

Infelizmente, a grande ausente da competição (um lamento especialmente para os checos) será a sua campeã, a mediática Anezka Drahotová, que está lesionada (competiu em Lugano, a 19 de março) e foi figura de capa do Livro de Apresentação do evento.

Dos grandes nomes da marcha europeia e mundial presentes em Podebrady, destacam-se, entre os homens, as presenças de Matej Toth (Eslováquia), campeão mundial e olímpico dos 50 km (vai optar pelos 20 km), Miguel Ángel Lopez (Espanha), campeão mundial dos 20 km, o alemão Christopher Linke (quinto nos 20 km do Rio) e o britânico Tom Bosworth (sexto nos 20 km do Rio) e, entre as mulheres, a italiana Antonella Palmisano e a portuguesa Ana Cabecinha, as melhores europeias nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, quarta e sexta, respetivamente.

Consulte o manual de equipas [aqui] e a listagem final de inscritos [aqui].

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Portugal nas Taças da Europa de Marcha (Metz – 2009)

Portugueses em ação na prova de 50 km em Metz.
Fotomontagem: O Marchador
A cidade francesa de Metz recebeu a oitava edição da Taça da Europa de Marcha, num ambiente festivo e onde, desta vez, a seleção feminina dos 20 km marcha não foi feliz pois das suas quatro participantes, apenas Ana Cabecinha sobreviveu à “hecatombe” que se abateu sobre a equipa, com duas atletas desclassificadas (Vera Santos e Inês Henriques) e uma (Susana Feitor) a desistir.

Mas, quase, quase…na medalha esteve a seleção masculina dos 50 km marcha, com Augusto Cardoso (a fazer o seu melhor resultado de sempre), Jorge Costa e Dionísio Ventura a catapultarem a seleção portuguesa para a quarta posição, empatada no terceiro posto com a Itália, que obteve a medalha de bronze por ser seu o melhor classificado na prova, critério diferente se tivesse sido numa Taça do Mundo….

De registar que a Lituânia conseguiu a sua única medalha feminina em grandes eventos internacionais, com Kristina Saltanovic (residente há vários anos em Portugal) a conquistar a medalha de bronze na prova dos 20 km marcha.

A Federação Internacional de Atletismo organizou, nessa ocasião, um seminário para juízes internacionais de marcha, envolvendo todos os elementos do painel, e onde foram amplamente discutidas, durante dois dias, todas as incidências do ajuizamento, apresentando-se propostas com vista a uma melhor uniformização de critérios. Os próprios juízes atuaram “por fora” nas competições realizadas, um trabalho que se concluiu ter sido muito proveitoso para o estudo da eficiência no plano do cumprimento das normas regulamentares.

Luís Dias que, durante vários anos, integrou a Comissão de Marcha da Associação Europeia de Atletismo, esteve no evento e integrou, novamente, o Júri de Apelo da competição, em parceria com Pierce O’Callaghan (Irlanda) e Dolores Rojas (Espanha).

Pedro Martins, o nosso homem dos 50 km, olímpico, multicampeão nacional, comenta esta participação portuguesa:

“Num dia em que as temperaturas altas se fizeram sentir, viria a revelar-se em mais uma grande participação da equipa masculina de 50 km. Não fosse o critério de desempate, invertido em relação a outras competições da modalidade (desempate feito a favor da equipa que tenha a melhor classificação individual) teríamos sido terceiros classificados.

Com um percurso rápido, o impedimento da realização de grandes marcas individuais foi mesmo devido às altas temperaturas que se fizeram sentir durante as provas.

A título de exemplo o Francês "Diniz" parte para uma prova em contra relógio a fim de estabelecer uma grande marca e classificação, claudicando pouco depois do equador da prova, sendo então alcançado por vários adversários...”

David Hurtado e Alegna González, os vencedores Sub-20 da Taça Pan-americana

Fase inicial da prova masculina e os vencedores sub-20,
Alegna Arday Gonzalez e David Alexander Hurtado.
Fotos: El Río e Federação Peruana de Atletismo
Montagem: O Marchador
Bons resultados foram registados nas provas de 10 km para o escalão Sub-20 na Taça-americana de Marcha Atlética, que se disputou este fim-de-semana em Lima, no Peru, com recordes nacionais e de área.

Na prova masculina, o equatoriano David Alexander Hurtado triunfou com a marca de 40.56, terminando na segunda posição do pódio, e apenas dois segundos mais, o guatemalteco Jose Eduardo Ortiz (40.58) e completando o pódio o mexicano Gustavo Solís, com 41.33. O vice-campeão mundial de juniores, Jonathan Amores, classificou-se na quinta posição.

Na classificação coletiva, a luta foi muito cerrada entre equatorianos e mexicanos com a seleção do Equador (6 pontos) a triunfar, seguida do México (7), Colômbia (14), Peru (27) e Chile (48).

Na prova feminina, há a salientar o triunfo da mexicana Alegna Arday Gonzalez, com o tempo de 45.17, que constituiu um novo recorde de área no escalão Sub-20, seguida da colombiana María Fernandez Montoya, com 46.27, e da equatoriana Glenda Stefania Morejon (46.27) e a peruana Evelyn Inga (46.32), estas duas estabelecendo um novo recorde da América do Sul para o escalão Sub-18, nos 5 km marcha (tempo de passagem), com 22.42. Uma marca que resistiu 27 anos e era pertença da equatoriana Miriam Ramon.

A seleção anfitriã (Peru) conquistou o título coletivo, com 9 pontos, seguida do Equador (10), do México (14), da Colômbia (14) e do Porto-Rico (29).

O evento, que constituiu um grande êxito organizativo e competitivo, contou para o Challenge da IAAF, que terá a sua décima etapa no próximo fim-de-semana, em Podebrady, com a Taça da Europa. Participaram 149 atletas em representação de 17 países. Foram 42 os atletas olímpicos que participaram em Lima e dos 84 atletas que competiram nas distâncias olímpicas, trinta deles obtiveram mínimos para os mundiais de Londres, quinze para a prova feminina dos 20 km.

No plano coletivo, há a evidenciar o domínio da Colômbia, com três primeiros lugares, e um terceiro, o Equador, com dois segundos lugares e dois terceiros, e o México, com dois segundos lugares e dois terceiros. O Peru e a Guatemala alcançaram um título cada.

Classificações
10 km masculinos sub-20
1.º, Alexander David Hurtado Espinoza (Equador), 40.56
2.º, Jose Eduardo Ortiz Flores (Guatemala), 40.58
3.º, Gustavo Israel Solis Avendaño (México), 41.33
4.º, Andres Eduardo Olivas Nuñez (México), 41.50
5.º, Jonathan Javier Amores Carua (Equador), 42.03
6.º, Sebastian Felipe Merchant Sarmiento (Colômbia), 42.08
7.º, Federico Gonzales Gonzales (México), 43.15
8.º, Cesar Alberto Herrera Cortez (Colômbia), 43.22
9.º, Jose Gilberto Menjivar Aviles (El Salvador), 43.24
10.º, Xavier Alexander Mena Jara (Equador), 44.35
11.º, Alger Liang (Canadá), 44.46
12.º, Jose Carlos Mamani (Peru), 45.09
13.º, Juan Manuel Calderon Zúñiga (Costa Rica), 45.20
14.º, Darwin Omar Coarita Quispe (Bolívia), 45.33
15.º, Jorge Luis Cruz Sotomayor (Porto Rico), 46.16
16.º, Yhojan Melillan (Chile), 46.27
17.º, Hilmar Diaz (Peru), 46.28
18.º, Murilo Riberiro Da Silva (Brasil), 47.05
19.º, Arnold Riveros (Peru), 48.28
20.º, Juan Moscoso (E.U. América), 48.43
21.º, Eduardo Uria (E.U. América), 50.52
22.º, Cameron Haught (E.U. América), 50.55
23.º, Cristián Copia (Chile), 50.59
24.º, Pablo Guantay (Argentina), 52.42
25.º, Daniel Moreyra (Argentina), 55.55
Desclassificado: Juan Jose Soto Ruiz (Colômbia).

10 km femininos sub-20
1.ª, Alegna Aryday Gonzales Muñoz (México), 45.17
2.ª, Maria Fernandez Montoya Marin (Colômbia), 46.20
3.ª, Glenda Estefanía Morejón Quiñonez (Equador), 46.27
4.ª, Evelyn Inga (Peru), 46.32
5.ª, Leyde Guerra (Peru), 47.06
6.ª, Mary Luz Andía (Peru), 48.53
7.ª, Paula Melena Torres Sarango (Equador), 49.09
8.ª, Rachelle Marie De Orbeta Perez (Porto Rico), 49.35
9.ª, Lina Geraldine Bolivar Gonzales (Colômbia), 50.35
10.ª, Vivian Castillo Villamares (México), 51.03
11.ª, Lauren Harris (E.U. América), 51.08
12.ª, Edith Yomaira Akbacura Noquez (Equador), 51.12
13.ª, Anastasia Sanzana (Chile), 51.31
14.ª, Dalía Lucía Oliveras Claudio (Porto Rico), 51.51
15.ª, Nicole Angela Maseli Condori (Bolívia), 52.44
16.ª, Brenda Palma (Argentina), 52.53
17.ª, Sidney Sirois (E.U. América), 53.30
18.ª, Kayla Torres (E.U. América), 54.10
19.ª, Paulina Ortega Elizondo (Costa Rica), 54.50
20.ª, Fiorella Scalise (Argentina), 55.14
21.ª, Ariana Maidana (Argentina), 58.01
22.ª, Tatiana Morais Pereira (Brasil), 1.02.11
Desclassificada: Yasury Palacios San José (Guatemala).

terça-feira, 16 de maio de 2017

Portugal nas Taças da Europa de Marcha (Leamington – 2007)

Os preparativos para a prova de 10 km sub-20 das
lusas Catarina Godinho e Ana Cláudia Conceição.
Fotomontagem: O Marchador
Leamington acolheu a sétima edição da Taça da Europa, muito facilitada no aspeto organizativo, dado que a competição foi realizada num parque (Parque Vitória), algo que já tínhamos assistido uma vez, quando se presenciou a Taça do Mundo de Marcha de 1983, em Bergen, na Noruega.

Portugal voltou a ter um brilhante desempenho na Taça da Europa de Marcha, com quatro das suas equipas a alcançarem posições até ao oitavo lugar (a maior pontuação de sempre, considerando os lugares de “finalista”), demonstrando-se, deste modo, o excelente trabalho dos nossos melhores atletas e treinadores e em que foi profícua a atividade competitiva no país, com o apoio do Setor de Marcha da FPA, ao nível técnico e de coordenação junto de autarquias e clubes, em várias regiões do país.

Nos 20 km femininos, Inês Henriques (a melhor atleta feminina), Susana Feitor e Vera Santos (Ana Cabecinha desistiu) contribuíram para a quarta posição de Portugal. Nos 20 km masculinos, outra boa classificação, o quinto posto, com João Vieira (o melhor atleta masculino), Sérgio Vieira, Diogo Martins e Dionísio Ventura, e realce-se, também, o ótimo desempenho dos nossos homens dos 50 km, com uma atuação muito consistente, essencialmente com António Pereira, Augusto Cardoso e Jorge Costa (Pedro Martins desistiu). E até as nossas juniores (Ana Conceição e Catarina Godinho) levaram Portugal a um agradável oitavo posto coletivo.

Mais uma vez, no âmbito da nomeação de oficiais para este tipo de eventos, o nosso país foi contemplado com a indicação de Luís Dias para a equipa do Júri de Apelo, com Maurizio Damilano (Itália) e Janusz Krinicky (Polónia).

Pedro Martins, o atleta de Seia, que regista oito títulos de campeão de Portugal na distância dos 50 km marcha, e com 11 marcas abaixo das quatro horas, tendo participado em todas as Taças da Europa de Marcha (1996/2015), traça-nos as suas opiniões sobre o evento disputado em solo britânico:

O parque, densamente arborizado, proporcionou que o percurso, de 1 km, fosse percorrido, quase todo ele, à sombra e ainda com a vantagem de existir apenas uma viragem com retorno.

Todas estas condições facultaram aos participantes a obtenção de boas marcas individuais.

Porém, em termos de piso, típico em percursos realizados no seio de zonas arborizadas, havia troços um pouco irregulares, causados pelas raízes das árvores.

Portugal voltou a ter um desempenho colectivo excelente, e a nível individual, alguns atletas conseguiram boas classificações e marcas que abriram as portas às grandes competições internacionais de Verão.

Curiosidade foi a vitória portuguesa, na véspera, numa prova para amadores no mesmo percurso. Luís Silva que na altura vivia neste país, participou e ganhou “.